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Cerveró diz em delação que Collor era "voraz" para recolher propina

O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, investigado na Operação Lava-Jato, disse que o senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTC-AL) era "voraz" no recolhimento de propina.

Em outro trecho, Cerveró voltou a afirmar que a presidente afastada Dilma Rousseff tinha pleno conhecimento das condições da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, negócio suspeito que gerou prejuízo para a estatal.

As declarações de Cerveró, reproduzidas na edição do "Jornal Nacional" desta segunda-feira (6), ocorreram durante um de seus depoimentos em delação premiada no âmbito da Operação Lava-Jato.

Segundo Cerveró, Collor recebeu até R$ 20 milhões de propina referentes a contratos da construtora UTC - também investigada na operação - e da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

"O Collor era voraz [...]. O Collor, ele não trabalha, é diferente, isso era impressionante. Ele não trabalha para o partido. O [João] Vaccari (ex-tesoureiro do PT) faz o recebimento, vocês estão acompanhando aí, recolheu para o partido. É diferente. O Collor faz recebimento para o Collor. E os outros que se virem. O PTB é o PTB. Ele está no PTB (o partido anterior de Collor), mas poderia estar em qualquer partido. Mas as importâncias têm de ser entregues para o Collor", disse ele.

Ao "Jornal Nacional", a assessoria de imprensa de Collor disse repudiar as declarações da delação premiada do "criminoso confesso" Nestor Cerveró. Afirmou ainda que os termos que envolvem o senador são "absolutamente mentirosos".

Em outro trecho, Cerveró classificou como "uma falácia" a versão segundo a qual Dilma não fora bem informada a respeito das condições da compra da refinaria de Pasadena. Segundo ele, a presidente afastada, que ele tinha como "uma amiga", só reclamou de ter sido mal informada porque estava preocupada com a própria reeleição.

A assessoria de Dilma voltou a afirmar que o Conselho de Administração da Petrobras não recebeu as informações detalhadas a respeito da compra da refinaria. Negou que ela tenha tido qualquer relação de amizade com Cerveró, e afirmou que a presidente afastada "não compactua com as ações ilícitas" do ex-diretor da estatal.

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