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Dólar sobe após seis pregões de alta em meio a movimento de correção

O dólar fechou em alta frente ao real acompanhando o movimento de valorização da moeda americana no exterior. Investidores aproveitaram para realizar parte dos ganhos após seis pregões consecutivos de queda do dólar, enquanto aguardam uma sinalização mais clara do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sobre a política cambial.

O dólar comercial subiu 0,96% cotado a R$ 3,4014. Já o contrato futuro para julho avançava 1% para R$ 3,425.

O mercado de câmbio local acompanhou o movimento de valorização da moeda americana frente às principais divisas emergentes, sustentado pela queda do preço das commodities, especialmente do petróleo.

Analistas consideram que a cautela deve predominar nas próximas semanas, com a aproximação do plebiscito de 23 de junho sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia e a expectativa para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) nos Estados Unidos, nos dias 14 e 15 de junho. O mercado reduziu as apostas em uma alta de juros nos EUA no curto prazo após os dados mais fracos que o esperado do relatório de emprego, vendo maior chance de uma nova elevação dos juros só em dezembro. "Há uma chance menor do banco central americano subir a taxa básica de juros no curto prazo, o que deve dá um suporte ás moedas emergentes. O risco é o dado de inflação nos EUA começar a surpreender para cima", diz Rogério Braga, sócio e gestor da Quantitas.

Segundo o gestor, os investidores no mercado local estão em compasso de espera da troca da diretoria do BC. A expectativa do mercado é que o BC reduza as atuações no mercado, voltando a colocar os contratos de swap cambial reversos, que equivalem uma compra futura de dólar, apenas em momentos de alta volatilidade do câmbio, diferentemente do que vinha fazendo até então. O BC aproveitou a menor demanda por hedge para acelerar a redução do estoque de contratos de swap cambial tradicional que caiu de US$ 108 bilhões para US$ 62 bilhões desde março. "Ele pode continuar com uma redução desse estoque, mas em um volume menor do que ele vinha fazendo e sem se comprometer com um patamar", afirma Braga.

Para ele, montar posições vendidas em dólar no patamar atual do câmbio, próximo a R$ 3,40, parece arriscado, uma vez que ainda há incertezas no cenário político local e também externo. Ele lembra que apesar do mercado já esperar a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, o risco de isso não acontecer ainda não foi totalmente eliminado dos preços, com a votação definitiva devendo ocorrer só no início de agosto.

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