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Melhora em cenário externo puxa alta do Ibovespa e queda do dólar

Os mercados locais seguem o tom externo hoje. Temores em relação a uma saída da Grã-Bretanha da União Europeia diminuíram hoje, o que garantiu um fechamento em alta para as bolsas da Europa. O Ibovespa reflete esse tom positivo e sobe, mas de maneira moderada, já que os mercados acionários dos EUA operam em queda. O dólar cai com força ante o real e os juros futuros de longo prazo também recuam.

Câmbio

O dólar zera hoje os ganhos acumulados na semana, reagindo basicamente à melhora no sentimento de risco no exterior, em meio a alguma trégua nas preocupações com uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (a chamada "Brexit"). A recuperação dos preços do petróleo, após o tombo de cerca de 4% da véspera, também ajuda.

A assassinato ontem da parlamentar Jo Cox, do Partido Trabalhista britânico, gerou no mercado expectativas de que cresça na opinião pública um sentimento pró-permanência do Reino Unido na União Europeia (UE).

O real é a moeda que mais sobe ante o dólar nesta sessão, considerando uma lista de 33 pares da divisa americana. A cotação tem oscilado mais ao sabor do ambiente externo desde que o Banco Central sinalizou menor disposição em atuar no câmbio.

Às 14h, o dólar comercial caía 1,22%, a R$ 3,4270. O dólar para julho recuava 1,05%, a R$ 3,4420.

Juros

Os juros futuros de longo prazo caem nesta sexta-feira, também espelhando a recuperação de ativos de risco no exterior. A queda se dá a despeito do noticiário mais negativo no campo político doméstico. Ontem, Henrique Eduardo Alves, que comandava a pasta do Turismo do governo de Michel Temer, pediu demissão, após seu nome ser citado em delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

O DI janeiro de 2021 cedia a 12,640% ao ano, frente a 12,700% no ajuste da véspera.

Na ponta mais curta, as taxas pouco oscilam, sem grandes movimentações nas apostas para a política monetária.

O DI janeiro de 2018 indicava 12,780%, ante 12,770% no último ajuste. O DI janeiro de 2017 apontava 13,770%, contra 13,775% no ajuste anterior.

Bolsa

O Ibovespa sobe 0,18%, para 49.501 pontos, amparado pela recuperação vista na Europa e puxado pela valorização do petróleo. A alta, que já superou 1%, diminuiu com aprofundamento da perda em Nova York.

Ações de commodities são os destaques do dia. Petrobras ON sobe 4,83% e a PN ganha 4%. O petróleo nos EUA subia 2,8%. CSN sobe 3% e Vale PNA tem valorização de 1,23%.

Cemig PN sobe 5,3%. Os papéis reagem à notícia divulgada pelo Valor de que Odebrecht, Cemig e Andrade Gutierrez negociam na China a venda do controle da hidrelétrica de Santo Antônio, Juntas, as empresas têm 51% da Madeira Energia, sociedade que controla a hidrelétrica.

As ações da JBS também são destaques de alta, com 4%, em dia de recuperação após tombo de ontem, quando a empresa foi citada em delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Fora do Ibovespa, as ações PN da Oi caem 10%, mas as ON sobem 0,7%.

Hoje pela manhã saiu a notícia de que a empresa discutiu com os credores, mas não chegou a um acordo sobre a reestruturação financeira. O acordo de confidencialidade para negociação com credores foi extinto.

As ações ordinárias da varejista de farmácias Brasil Pharma, controlada pelo BTG Pactual, subiam 24%. O Valor informa que a empresa está no meio de uma negociação com o grupo Ultra para a venda da rede Big Ben, o seu melhor ativo, com vendas anuais de cerca de R$ 1,5 bilhão, mas as conversas ainda esbarram na definição de preço. O grupo Ultra é dono da rede Extrafarma.

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