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Número de empresas ativas caiu em 2014 pela primeira vez desde 2008

Pela primeira vez desde 2008, início da divulgação do Cadastro Central de Empresas (Cempre) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve recuo no número de empresas ativas no país. Entre 2013 e 2014, a quantidade de empresas caiu 5,4%, para 5,1 milhões. São 288,9 mil companhias a menos em apenas um ano. Essa queda foi um reflexo da crise econômica, que já começava a afetar as empresas, em especial as menores, com até nove funcionários.

Apesar disso, o total de pessoal ocupado nas empresas teve pequeno crescimento, de 0,2%, ou 97,5 mil pessoas, nesse espaço de um ano. Cresceu também o total de salários e outras remunerações, que com alta de 4,5% alcançou a cifra de R$ 1,5 trilhão. Em média, destacou a pesquisa, o salário médio foi de R$ 2.301,82. Ainda de acordo com o IBGE, o número de sócios e proprietários recuou 3,9%.

O salário médio mensal real (descontada a inflação) cresceu menos entre 2013 e 2014 do que nos anos anteriores. Nesse período mais recente pesquisado pelo IBGE a alta foi de 1,8%. Em 2009, na comparação com o ano anterior, houve um crescimento real de 4,7% e em 2013, 3,7%.

Atividades

Pelo quinto ano seguido, comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foi a atividade que concentrou a maior parte do pessoal ocupado assalariado. Esse grupo empregou 9,3 milhões de pessoas, o equivalente a 19,3% de todos os trabalhadores nas empresas. O grupo com maior participação em salários foi a administração pública, defesa e seguridade social, que somou 23% dos ganhos.

Os dados do Cempre mostram ainda que os menores salários médios mensais foram pagos nas atividades de alojamento e alimentação, que teve média de salários de 1.133,10. Em seguida, entre os piores rendimentos, estão atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.409,43) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.409,43).

Na divisão por escolaridade, os trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 204,8% a mais do que aqueles que não cursaram faculdade. De acordo com os dados do Cempre, em média, quem tinha terceiro grau completo ganhou R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior recebeu R$ 1.639.

O número de empresas também está concentrado no Sudeste, região que sedia 51,6% das companhias listadas no Cempre. A maior parte do pessoal ocupado também está no Sudeste (50,5%), assim como recebe 54,4%, o equivalente a R$ 799,8 bilhões, dos salários e outras remunerações pagos no país.

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