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Juros futuros de curto prazo caem diante da saída do Reino Unido da UE

Apesar do movimento de forte aversão a risco nos mercado globais, com a votação pela saída do Reino Unido da União Europeia, o impacto no mercado de juros no Brasil acabou sendo mais limitado. As taxas dos contratos futuros de longos prazos fecharam em alta, mas longe das máximas. Já as taxas de curto prazo recuaram na BM&F, diante do temor de que o "Brexit" pode levar a uma desaceleração da economia global.

O DI para janeiro de janeiro de 2017 recuou de 13,74% para 13,695%, enquanto o DI para janeiro de 2021 subiu de 12,41% para 12,44%.

A vitória do "Brexit", que levou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a renunciar, elevou a aversão a risco nos mercados globais, gerando a preocupação com a sobrevivência da União Europeia, uma vez que a saída do Reino Unido poderia ser um precedente para outros países deixarem o bloco econômico.

As reações ao "Brexit" no mercado local foram mais intensas na abertura, mas depois cederam espaço para especulações sobre até mesmo a possibilidade de antecipação de corte da taxa Selic.

No Brasil, a alta taxa de juros, em 14,25% e déficit menor em conta corrente, que estava em 1,70% do PIB no acumulado de 12 meses até maio, devem limitar o efeito negativo. "O Brasil deve ter um impacto relativamente limitado com a saída do Reino Unido da União Europeia, devendo ser mais afetado por questões locais como o quadro político", afirma Neil Shearing, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics.

Para Shearing, o referendo no Reino Unido não deve , pelo menos até o momento, ser suficiente para o Brasil antecipar o corte da taxa básica de juros, que o economista da Capital Economics acredita que é mais provável ocorrer em outubro.

Investidores aguardam a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) previsto para terça-feira, 28 de junho, que poderá implicar novas sinalizações sobre a política monetária. "Esperamos que o BC mostre a convergência da inflação para o centro da meta em um futuro não muito distante", aponta o Bank of America Merrill Lynch em relatório. Essa visão está em linha com o último discurso do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn.

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