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Dólar cai sem intervenção do BC e Ibovespa sobe 2%

Os investidores nos mercados financeiros globais operam nesta sexta-feira com interesse por ativos de maior risco. Esse apetite se intensificou após a divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos: foram criadas 287 mil vagas em junho, o melhor mês para as contratações desde outubro.

Nesse cenário, o Ibovespa sobe e o dólar cai. Os juros futuros recuam, amparados pela estimativa menor de déficit primário para 2017 e pelo abrandamento da inflação em junho.

Bolsa

O Ibovespa tem alta consistente nesta sexta-feira. O índice subia 1,93% às 13h50. As maiores altas do dia foram de ações de commodities, mas esses papéis cederam espaço para os mais variados segmentos. Fibria, Suzano e Klabin lideram as perdas do Ibovespa, com quedas de 4%, 2% e 2,4%, respectivamente. A queda do dólar contribui para pressionar os papéis.

Petrobras deixou de figurar entre os destaques de alta com o petróleo volátil. Ainda assim, a PN ganha 2% e a ON sobe 2,26%. Há outros fatores positivos sustentando as ações. A companhia também teve ontem recomendação elevada pelo Morgan Stanley e anunciou uma captação de US$ 3 bilhões no mercado internacional.

Câmbio

O dólar chega ao fim da manhã em forte queda frente ao real, a maior desde o final de junho. Uma "tempestade perfeita" contra a moeda americana se formou hoje. Investidores voltam a demandar risco nos mercados globais, após dados firmes de emprego nos EUA amenizarem preocupações com a atividade na maior economia do mundo.

Aqui, prevalece leitura de maior esforço fiscal do governo após o anúncio da projeção de déficit fiscal de R$ 139 bilhões para o Governo Central em 2017. E o Banco Central não interveio no mercado com os leilões de swaps cambiais reversos (que equivalem à compra de dólar no mercado futuro) pela primeira em uma semana.

Às 13h50, o dólar comercial caía 2,32%, a R$ 3,2867. Na mínima, foi a R$ 3,2831.

No exterior, o dólar ampliou a queda ante o rand sul-africano e o peso mexicano para 1,1%.

Juros

A estimativa menor de déficit primário para 2017 ampara forte queda dos juros futuros, especialmente os de longo prazo, que se reaproximam de mínimas desde 2014.

O mercado se apega ainda à leitura de que a projeção de um déficit menor sinaliza força do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após aumento recente de ruídos sobre o peso da ala política do governo nas discussões sobre as contas públicas.

O DI janeiro de 2021 cedia a 12,080% ao ano, frente a 12,260% no ajuste da véspera e a uma mínima hoje de 12,060%. Essa taxa é a mais baixa desde o último dia 29, quando caiu a 12,000%, menor patamar desde dezembro de 2014.

Na ponta mais curta, mais sensível às expectativas para a política monetária, o DI janeiro de 2017 recuava a 13,895%, contra 13,905% no ajuste anterior.

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