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Gabrielli diz que prejuízo da Petrobras com Pasadena 'é mito'

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, saiu em defesa hoje, durante palestra no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

"A repetição contínua da mentira vira verdade. O prejuízo de Pasadena é um mito", defendeu. "Em 2006 houve 11 transações de refinaria no mundo e a mediana foi de US$ 9.200 por barril. Nós pagamos US$ 7.200 por barril em Pasadena. A Petrobras comprou abaixo da média. Não tem por que dizer que houve prejuízo na compra", disse Gabrielli, durante palestra sobre o "Pré-sal, geopolítica mundial e crise brasileira", no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro.

Ele também se defendeu dos atos de corrupção praticados por membros do alto escalão durante sua gestão. E lembrou que executivos como os diretores Renato Duque e Paulo Roberto Costa, presos pela operação Lava-Jato da Polícia Federal, "não tinham sinais aparentes de riqueza extraordinária, que não fosse compatível com um diretor ou gerência".

"Eles seguiram os procedimentos internos da Petrobras. Negociavam 1%, 2%, 3% dos contratos em propina. É claro que isso é dinheiro para diabo, mas a área de engenharia opera R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano. Eles operavam numa margem muito pequena dos recursos da Petrobras, apesar de ser muito dinheiro", argumentou.

Gabrielli comentou também a nomeação de Nelson Silva, ex-BG, para a nova diretoria de estratégia e gestão e disse que a escolha pode ser positiva para a estatal.

"O Nelson é um nome da indústria, é menos financeiro. A gestão da Petrobras está hoje muito financeira. Ele pode ter uma visão mais industrial, menos de curto prazo", comentou.

Equívoco

Gabrielli admitiu que o governo PT se equivocou ao manter preços subsidiados para os combustíveis.

Ele, contudo, destacou que a decisão não contava com sua aprovação enquanto esteve à frente da estatal e que sua saída da presidência da companhia foi fruto de embates no conselho de administração sobre o equívoco da política de controle de preços.

"Atribuo a minha saída da Petrobras à briga que tive no conselho em 2011. Era um equívoco do governo, embora eu não tornasse isso público", disse Gabrielli.

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