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Dólar desacelera após Fed e fecha em leve alta

O dólar subiu frente ao real, mas fechou longe das máximas, reduzindo a alta após a divulgação do comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). O documento sinalizou que o banco central americano ainda avalia subir a taxa básica de juros neste ano, mas o mercado não espera que isso deve acontecer no curto prazo, o que mantém o ambiente favorável a busca de ativos de maior risco e retorno, e o Brasil, com a terceira maior taxa nominal de juros do mundo, é um mercado atrativo para esses investimentos.

Depois subir pela manhã e negociar a R$ 3,2954 na máxima intradia, acompanhando a queda do preço do petróleo, o dólar comercial desacelerou após o comunicado do Fomc e fechou em alta de 0,06% a R$ 3,2724. Já o contrato futuro para agosto recuava 0,34% para R$ 3,269.

As moedas emergentes mostraram uma recuperação após o Fomc, com o mercado reforçando as apostas na postergação da alta de juros nos Estados Unidos para o fim do ano.

Apesar dos membros do Fomc mostrarem uma visão mais otimista do mercado de trabalho nos Estados Unidos, a inflação continua baixa no curto prazo e o banco central americano espera que ela se aproxime da meta de 2% apenas no médio prazo.

Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, o banco central americano está preparando o terreno para subir a taxa de juros ainda este ano, mas ele não deu sinais de que isso possa acontecer na próxima reunião do Fomc em setembro. A curva dos Treasuries apontava para maior probabilidade de uma alta de juros apenas em dezembro. "O banco central americano está se aproximando de voltar a subir juros. A avaliação do Fed é de que o mercado de trabalho se fortaleceu. Por outro lado, ele avalia que a economia continua se expandindo a taxa moderada", diz.

Para Rostagno, se a economia americana continuar com o ritmo de expansão há chance do Fed subir os juros em novembro.

O efeito disso para os mercados emergentes, contudo, vai depender das políticas monetárias dos demais bancos centrais. O mercado aguarda a reunião do Banco do Japão (BoJ) que começa amanhã. O mercado espera o anúncio de mais medidas de estímulo no Japão e na Europa, prevendo um corte de juros no Reino Unido em agosto.

"Se os bancos centrais japonês e europeu surpreenderam o mercado com o anúncio de medidas de estímulo acima do esperado, isso pode manter o otimismo em relação aos ativos de países emergentes", diz Rostagno.

O mercado aguarda o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, no encontro anual de Jackson Hole, no dia 26 de agosto, que pode trazer novas sinalizações sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos.

No mercado local, o Banco Central seguiu com a estratégia de reduzir o estoque em contratos de swap cambial tradicional e vendeu hoje mais 10 mil contratos de swap reverso, operação equivalente a uma compra de US$ 500 milhões no mercado local. Se mantiver o mesmo ritmo de ofertar 10 mil contratos por dia, o BC concluirá a retirada de US$ 9,5 bilhões em julho, liquidando o próximo lote de swaps tradicionais de US$ 9,142 bilhões que vence em setembro.

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