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Bovespa fecha em alta com incertezas sobre alta dos juros nos EUA

A divulgação de dados sobre a economia americana mostrou que a recuperação econômica dos Estados Unidos está mais lenta do que previsto. Esses indicadores afastaram a possibilidade de que o Fed, o banco central americano, opte por subir os juros na reunião da próxima semana. A estabilidade dos juros americanos favorece o investimento em ativos de risco, como a bolsa brasileira.

O Ibovespa fechou com alta de 1,49%, cotado a 57.909 pontos, mas com fraco volume financeiro, de R$ 4,5 bilhões. O movimento acompanhou de perto o desempenho das bolsas americanas, que também fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,99%, o S&P 500 teve alta de 1,01% e o Nasdaq ganhou 1,47%.

As vendas no varejo americano caíram 0,3% em agosto, diante da expectativa de queda de 0,1%. O PPI (índice de preço ao produtor) ficou estável em agosto, diante da projeção de alta de 0,1%. A produção industrial caiu 0,4% em agosto frente à expectativa de queda de 0,2%. Com esses números, a expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos, medida pela CME em dezembro saiu de 49,1% para 53,8%.

O discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mexeu com o comportamento dos mercados. Lula falou no começo da tarde para defender-se da denúncia apresentada na véspera contra ele pelo Ministério Público Federal (MPF).

Destaques de altas

Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficavam com os papéis ordinários (ON) da BM&FBovespa, com alta de 3,50%, seguidas pelas ações PNB da Copel, com ganho de 3,24%, as ações ordinárias da Petrobras, com alta de 3,05%, e Telefônica do Brasil, com valorização de 2,75%.

A elevação das ações da Petrobras também teve a influência do relatório do Bank of America Merrill Lynch (BofA) que elevou o preço-alvo das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras de R$ 16,20 para R$ 18,50 e R$ 20, respectivamente. No final do pregão, as ações preferenciais (PN) da estatal valiam R$ 13,51 e os papéis ON tiveram alta de 2,34%, para R$ 15,29.

Principais baixas

Na ponta oposta, as maiores quedas do dia estavam com os papéis da EcoRodovias, que tiveram baixa de 1,88%, seguidos pelas ações da Fibria, com baixa de 1% e os papéis da Klabin, com desvalorização de 0,94%. Os papéis da Fibria sobem 8,77% neste mês. Já as ações da Suzano Papel e Celulose avançam 2,06% no mês. Os papéis da Klabin, por sua vez, registram leve baixa de 0,35% em setembro.

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