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Dólar cai, mas mantém patamar de R$ 3,30

Depois de dois pregões consecutivos de alta, o dólar fechou em queda frente ao real, acompanhando o movimento no exterior. Dados mais fracos que o esperado da economia americana contribuíram para reduzir as apostas em um aperto monetário mais forte nos Estados Unidos, abrindo espaço para um movimento de recuperação das moedas emergentes.

No mercado local, o dólar comercial caiu 1,25% cotado a R$ 3,3003. Já o contrato futuro para outubro recuava 1,38% para R$ 3,313.

O dólar consolidou a queda após o dado da produção industrial nos EUA, que recuou 0,4% em agosto, ante uma queda de 0,2% esperada pelos analistas.

O indicador aumentou as dúvidas sobre uma alta de juros nos EUA no curto prazo. A probabilidade de uma elevação de juros em setembro refletida na curva dos Treasuries caiu de 15% ontem para 12%, enquanto as chances de uma alta em dezembro recuaram de 52,9% para 46,2%.

Sinais externos

Investidores aguardam as reuniões do Banco do Japão (BoJ) e do Federal Reserve (Fed, banco central americano), no início da semana que vem, que podem trazer novas sinalizações da política monetária no Japão e EUA. Até lá, a expectativa dos analistas é volatilidade na taxa de câmbio.

A grande preocupação do mercado é com um sinal mais "hawkish" do Fed, que poderia provocar um efeito negativo para os ativos de mercados emergentes, uma vez que as apostas em uma alta de juros nos EUA neste ano ainda não estão totalmente nos preços, com o mercado ainda dividido sobre essa possibilidade.

Os investidores também estão avaliando os comentários de membros dos bancos centrais no Japão e na Europa em relação a um ajuste dos programas de compra de ativos, que têm sustentado a liquidez nos mercados e incentivado a alocação em mercados emergentes.

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, afirmou nesta quinta-feira que a efetividade da política de afrouxamento monetário diminui quanto mais elas é usada. Na semana passada, o presidente do Banco central Europeu (BCE), Mario Draghi, decepcionou os mercados ao não sinalizar um aumento do programa de estímulos.

Outra questão que o mercado acompanha é uma possível modificação no programa de estímulos no Japão, após o banco central japonês dar sinais de que pode fazer ajustes na compra de ativos a fim de estimular uma inclinação da curva de juros no Japão, o que contribuiu com o movimento de aversão a risco nos últimos dias.

Cenário local

No mercado local, o Banco Central manteve o volume reduzido de oferta de swaps cambiais reversos e vendeu hoje mais 5 mil contratos, que equivalem a uma operação de compra de US$ 250 milhões no mercado futuro.

Investidores acompanharam o pronunciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ter sido indiciado na Operação Lava-Jato. Os próximos acontecimentos das investigações da Lava-Jato são acompanhados de perto pelos investidores, pois podem influenciar o resultado das eleições municipais, que servem de termômetro para a eleição presidencial de 2018.

Na parte fiscal, o assessor do Ministério da Fazenda, Marcos Mendes, disse que não há recursos para que o governo federal ajude os Estados que planejam decretar calamidade pública nas finanças. O avanço do ajuste fiscal é visto como primordial pelo mercado para colocar as contas públicas de volta do equilíbrio.

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