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Dólar fecha em queda com menor tensão sobre eleição dos EUA

O dólar fechou em queda frente ao real, acompanhando o movimento no exterior. Os mercados reagiram positivamente ao desempenho da candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em relação ao seu concorrente, o republicano Donald Trump, em debate realizado ontem.

Uma possível vitória do candidato republicano Donald Trump é vista como um fator negativo para os ativos emergentes, pois pode aumentar a aversão a risco nos mercados.

Pesquisa realizada pela rede de comunicação americana CNN logo após o debate com 521 entrevistados apontou que para 62% das pessoas ouvidas Hillary foi melhor no debate, enquanto 28% apontou um favoritismo de Trump.

No mercado local, os investidores acompanharam a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que contribuiu para reforçar as apostas de corte na taxa de juros neste ano. "O RTI acabou impedindo uma queda maior do dólar ao trazer uma projeção de inflação mais próxima da meta para o ano que vem e reforçar as apostas em cortes de juros", diz Cleber Alessie, operador da Hencorp Commcor.

O dólar comercial fechou em queda de 0,54% a R$ 3,2305. Já o contrato futuro para outubro recuava 0,31% para R$ 3,234.

Para a consultoria Capital Economics, a performance de Trump no debate com a candidata democrata Hillary Clinton ontem à noite não parece ter favorecido o candidato republicano, mas a sua vitória ainda é uma possibilidade real. "Isso teria uma significante repercussão para a economia mexicana, mas a queda do peso ajudaria a amortecer os efeitos", aponta a Capital Economics em relatório.

A moeda mexicana liderava os ganhos frente ao dólar hoje e subia 2,25%.

Já o impacto para o Brasil deve ser limitado uma vez que o país não tem acordos de livre comércio com os EUA e deve sofrer uma influência indireta do aumento do risco global.

No mercado local, o Banco Central seguiu com o ritmo de oferta de swaps cambiais reversos e vendeu hoje 5 mil contratos, operação equivalente a uma compra de US$ 250 milhões no mercado futuro.

O diretor de Política Econômica, Carlos Viana, reiterou hoje que a estratégia com relação aos swaps cambiais é que, desde que haja condições, as atuações serão feitas para reduzir o estoque de contratos tradicionais, mas sem interferência no processo de formação de preço.

O estoque de swaps cambiais tradicionais somava US$ 34,073 bilhões.

Para Alessie, o BC pode aumentar a oferta de swaps reversos se o dólar voltar para o patamar de R$ 3,15. "Mas acho importante aproveitar essa gordura para momentos relevantes, como a aprovação da PEC 241, do teto de gastos do governo, ou uma possível revisão do rating, para retomar a oferta de 10 mil contratos e evitar distorções no mercado", diz.

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