Índice de confiança do consumidor sobe pelo quinto mês, apura FGV

Impulsionado por melhora das expectativas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu pelo quinto mês consecutivo em setembro, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O ICC avançou 1,3 ponto, indo de 79,3 pontos para 80,6 pontos entre agosto e setembro, o maior nível desde janeiro de 2015, quando anotou 81,2 pontos. Na comparação com setembro de 2015, houve alta de 15,4 pontos.

O mínimo histórico do indicador, de 64,4 pontos, foi registrado em abril passado. "A confiança dos consumidores continua sendo sustentada pelas expectativas em relação aos meses seguintes. O descolamento recorde entre o ISA e IE, mostra que mesmo após seis meses de melhora gradual das expectativas, a demora para que ocorra uma efetiva recuperação do mercado de trabalho ou da situação financeira das famílias vem levando à sustentação de uma postura cautelosa por parte do consumidor" afirmou, em nota, Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor

Na prática, ocorre em setembro continuidade de deslocamento entre satisfação com o presente e expectativas, no humor do consumidor. Enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 1,3 ponto, de 69,5 para 68,2 pontos, o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,2 pontos, atingindo 90,1 pontos em setembro, o maior desde outubro de 2014 (94,6 pontos).

O grau de satisfação dos consumidores com relação à situação atual da economia piorou em setembro: o indicador caiu 1,8 ponto após três meses consecutivos de alta, atingindo 74,8 pontos. Já o indicador que mede o grau de otimismo com relação à evolução da Situação Financeira das Famílias nos seis meses seguintes foi o quesito que mais influenciou o ICC, ao subir 3,1 pontos, e atingir o maior nível desde outubro de 2014 (99,0 pontos).

Nos últimos cinco meses, tem ocorrido oscilação das avaliações dos consumidores sobre a situação presente e melhora das expectativas, notou a fundação.

Faixas de renda

Na análise por faixas de renda, houve aumento da confiança em três das quatro classes pesquisadas. A melhora mais expressiva ocorreu entre consumidores com renda familiar superior a R$ 9.600,00, com alta de 3 pontos do ICC na passagem de agosto a setembro. A faixa a apresentar recuo foi a entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, com queda de 0,7 ponto no período.

A edição de setembro de 2016 coletou informações em 2.101 domicílios entre os dias 1 e 22 de setembro.

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