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Bovespa sobe com decisão da Opep de limitar produção de petróleo

A decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de limitar a produção de petróleo a 32,5 milhões de barris ao dia agradou ao mercado financeiro. A decisão deve ajudar na valorização do preço internacional do barril do petróleo. Os contratos de petróleo tipo WTI para novembro fecharam em alta de 5,32% a US$ 47,05 o barril.

O consenso foi alcançado após quatro horas e meia de reunião em Argel, capital da Argélia. Esse foi o primeiro acerto entre os países da Opep sobre a necessidade de uma ação para dar suporte aos preços do petróleo. Um comitê será formado para estudar como implementar os cortes e reportar as conclusões ao cartel no próximo encontro oficial em 30 de novembro, em Viena, na Áustria.

Aqui, após a decisão as ações da Petrobras fecharam com forte alta. Os papéis preferenciais subiram 5,56% e as ações ordinárias ganharam 4,64%. Como juntas as ações da estatal respondem por 9,72% da composição do Ibovespa, a alta dos papéis fez com que o Ibovespa fechasse em alta.

O índice subiu 1,67% para 59.356 pontos com giro financeiro de R$ 5,1 bilhões. Além da Petrobras, outras ações com destaque de alta foram os papéis da Braskem, com ganho de 10,28%, seguidas pelas ações ordinárias da CSN com alta de 8,01% e os papéis PNA da Usiminas, com valorização de 6,41%.

A Braskem vai distribuir dividendos intermediários no valor de R$ 1 bilhão. Serão pagos R$ 1,257 por ação ordinária ou PNA e R$ 2,514 por ADR (recibo de ações negociados na bolsa americana). Os acionistas terão direito a dividendos no dia 3 de outubro e no dia seguinte os papéis passam a ser negociados como ex-dividendos. O pagamento dos dividendos no Brasil será feito no dia 11 de outubro.

Já as ações dos bancos tiveram desempenho inferior ao Ibovespa. A nota de política monetária e operações de crédito, divulgada pelo Banco Central (BC), mostrou que a inadimplência média das operações de crédito ficou estável em 3,6% em agosto. Mas, houve uma desaceleração do crédito que, em 12 meses, até julho, havia registrado alta de 0,2% e, em agosto, caiu 0,6%. "O mercado já espera a estabilidade da inadimplência, mas se decepcionou com a queda das carteiras de crédito", disse um operador carioca.

As ações unit do Santander subiram 3,15%, os papéis ordinários do Banco do Brasil subiram 1,87%, as ações preferenciais do Itaú Unibanco tiveram alta de 0,71%, os papéis preferenciais do Bradesco ganharam 0,60% e as ações ordinárias tiveram alta de 0,59%.

Na ponta oposta, as maiores quedas do dia ficaram com os papéis preferenciais do Pão de Açúcar, com baixa de 0,85%, seguidas pelas ações ordinárias da EcoRodovias, com baixa de 0,44% e as ações ordinárias da Cetip, com desvalorização de 0,39%.

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