À PF, Palocci nega ser o "italiano" da lista de propinas da Odebrecht

Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF) em Curitiba, o ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda, Antonio Palocci, negou ser ele o "italiano" relacionado em planilha de propinas da Odebrecht, apreendida no setor de operações estruturadas da empresa pela Lava-Jato.

Principal alvo da 35ª fase da operação, a Omertà, Palocci afirmou que nunca recebeu vantagem indevida ou ilícita.

A PF suspeita que o ex-ministro tenha recebido um total de R$ 128 milhões da empresa e que parte desses valores tenha sido repassada ao PT.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a defesa de Palocci afirma que no depoimento à PF "o ex-ministro demonstrou, uma por uma, que as acusações não são procedentes. Os policiais atribuem a Palocci uma suposta atuação em favor da aprovação da Medida Provisória 460/2009, que reduziria tributos para construtoras.

"Ficou demonstrado que, como consta dos anais da Câmara Federal, Palocci, como deputado, votou contra a referida MP. O então parlamentar também se empenhou para que o presidente da República vetasse a MP 460, pois considerava que ela causaria um rombo fiscal no Tesouro Nacional", diz o comunicado.

Ainda segundo a nota, "a defesa de Palocci demonstrou que o apelido ?italiano', utilizado por executivos da Odebrecht, não se refere ao ex-ministro. Existe em poder da PF uma mensagem de e-mail de Marcelo Odebrecht a Marcio Faria na qual ele se refere a tal pessoa como sendo uma mulher".

O comunicado diz ainda que "no depoimento de mais de três horas, Antonio Palocci mostrou ainda que era contrário à concessão de empréstimos pelo BNDES a grandes empresas em condições especiais e que, portanto, não faz sentido acusá-lo de ter interferido no banco em favor da Odebrecht ou qualquer outra empresa".

Palocci está preso temporariamente, assim como seu ex-chefe de gabinete, Branislav Kontic, e seu ex-assessor, Juscelino Dourado. O prazo de validade das detenções expira amanhã.

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