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Juros futuros seguem sob pressão e dólar sai na casa de R$ 3,11

Os juros futuros operam em alta, inclusive nos contratos de curtíssimo prazo, que costumam ter variações mais moderadas. O mercado segue influenciado pela percepção de que o Banco Central (BC) operará o afrouxamento monetário de forma mais conservadora, com riscos de a Selic terminar o ano que vem mais alta que o antecipado.

Ao bater a máxima de 13,787% ao ano, o DI janeiro de 2017 - que reflete as apostas para a expectativa para a reunião do Copom de novembro - chegou a precificar apenas 0,19 ponto percentual de queda do juro básico no mês que vem. Às 10h02, o contrato tinha taxa de 13,728%, ante 13,729% no ajuste anterior.

Em entrevista à "GloboNews" ontem, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que o alívio monetário "será na medida em que a inflação permitir, nem mais nem menos". Lembrando a queda da inflação de 11% em 2015 para 7% neste ano, Ilan ressalvou que a desinflação poderia ser mais rápida, mas reconheceu que seria preciso uma economia menos indexada. O presidente do BC repetiu que a meta de 4,5% para a inflação em 2017 é desafiadora, mas crível.

As declarações de Ilan reforçaram o teor da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), já vista pelo mercado como cautelosa. O mercado entende que a cada comunicação o BC endossa o tom conservador, fortalecendo a ideia de que o afrouxamento monetário será lento e gradual.

O DI janeiro de 2018 apontava 12,260%, contra 12,240% no último ajuste e máxima hoje de 12,270%. O DI janeiro de 2019 subia a 11,500%, contra 11,480% no ajuste anterior e máxima de 11,530%.

Na ponta mais longa, o DI janeiro de 2021 ia a 11,220%, em relação a 1,180% no ajuste da véspera.

A aprovação da proposta para teto dos gastos em votação em segundo turno na Câmara ontem à noite não chega a causar grandes ajustes no mercado, uma vez que já era esperada. Foram 359 votos a 116, sete a menos do que no primeiro turno, há duas semanas, apesar da mobilização do governo, que passou o dia evitando atritos com a base. Alguns deputados favoráveis estavam em viagem oficial, e alguns que estavam ausentes no primeiro turno e apareceram para votar ontem se mostraram dissidentes.

O viés de alta dos DIs é amparado ainda pelos ganhos do dólar, que tinha alta de 0,38% às 10h03, a R$ 3,1178. O mercado cambial segue o exterior, marcado pela recuperação da moeda americana em relação a divisas emergentes, antes da divulgação de uma série de dados nos EUA, em um dia fraco para ativos de risco devido a balanços corporativos aquém do esperado.

O BC manteve a oferta de 5 mil contratos de swap cambial reverso hoje. O acolhimento das propostas ocorre entre 9h30 e 9h40, com a divulgação do resultado prevista para 9h50.

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