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Confiança do comércio sobe, mas setor não vê retomada no curto prazo

28/10/2016 13h41

Influenciado pela melhora na avaliação das condições correntes, nas expectativas de curto prazo e nas intenções de investimento, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 1% entre setembro e outubro, para 97,3 pontos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com outubro de 2015, houve alta de 18,7%. O índice, no entanto, ainda permanece na zona negativa, abaixo de 100 pontos, o que reflete um setor ainda pessimista.

"Embora a confiança dos comerciantes tenha evoluído positivamente nos meses recentes, os consumidores continuam cautelosos. Há a percepção de que a crise está abrandando, mas a renda das famílias segue restrita comprometida com dívidas, e as condições do mercado de trabalho seguem desfavoráveis, com a taxa média de desemprego elevada, além do custo do crédito, que continua alto. Esse contexto dificulta a recuperação mais rápida do varejo", analisou, em nota, a economista da CNC Izis Ferreira.

Os três tópicos usados para cálculo do índice subiram tanto na comparação com mês anterior quanto com igual mês de 2015. A expansão mais expressiva ocorreu no item condições atuais, que teve aumento de 2,8% ante setembro; e de 36,9% na comparação com outubro do ano passado. Já as expectativas do empresariado subiram 1,7% ante setembro; e 21% em relação a outubro de 2015. Por sua vez, a intenção de investimentos do setor mostrou elevações de 0,2% e de 5,9%, respectivamente ante setembro e ante outubro do ano passado.

Para a CNC, o desempenho, mesmo positivo, mostra que ainda não há perspectiva de recuperação na atividade do comércio no curto prazo. Por enquanto, há apenas uma diminuição no ritmo de queda das vendas.

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