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Dólar segue exterior e cai com expectativa de vitória de Hillary

O dólar fechou em queda frente ao real pelo quarto pregão consecutivo acompanhando o movimento de desvalorização da moeda americana frente às divisas emergentes diante da expectativa de vitória da candidata democrata Hillary Clinton na eleição presidencial nos Estados Unidos que acontece nesta terça-feira. O resultado da eleição nos EUA é esperado por volta das 2h da quarta-feira (horário de Brasília), com as pesquisas de boca de urna apontando um vencedor por volta das 22h.

A estimativa dos votos com base no aplicativo VoteCastr, que tenta dar em tempo real uma pesquisa baseada no padrão estimado dos votos de cada eleitor de acordo com seu perfil, apontava uma vantagem da candidata democrata na Flórida, um dos estados decisivos para a eleição presidencial americana. O dado ajudou a animar os mercados e contribuiu para acentuar a queda do dólar frente às divisas emergentes.

O real foi a segunda moeda emergente que mais subiu frente ao dólar, atrás do won coreano.

No mercado local, o dólar comercial caiu 1,14%, encerrando a R$ 3,1681, menor patamar desde 27 de outubro. Já o contrato futuro para dezembro recuava 0,81% para R$ 3,197.

Uma vitória da Hillary é vista como positiva para os países emergentes e ativos de risco em geral ao manter o "status quo" e afastar o risco de um aumento da volatilidade nos mercados diante da incerteza de um governo do republicano Donald Trump, reduzindo, assim, a pressão de alta do dólar.

Para o gestor de mercados internacionais do Brasil Plural, Mauricio Junqueira, o melhor cenário possível para os mercados emergentes e ativos de risco em geral seria a vitória da candidata democrata Hillary Clinton na eleição presidencial americana e a manutenção de um Congresso republicano, que contrabalançaria as propostas de aumento de gastos e limitaria o impacto na parte longa da curva de juros americana, afirma Mauricio Junqueira, gestor de mercados internacionais do Brasil Plural.

Segundo ele, apesar das propostas dos dois candidatos terem um impacto fiscal, ou seja de um aumento de gastos com Hillary e de um corte de impostos com Trump, a vitória de Hillary traria maior previsibilidade para os mercados, com o dólar devendo se fortalecer frente às moedas como euro, iene e libra e perder força em relação às moedas emergentes. Nesse caso, o gestor vê a possibilidade do dólar voltar a renovar a mínima no ano e testar os níveis de R$ 3,10, R$ 3.

Já em um cenário de vitória de Trump, a moeda americana se fortaleceria frente todas as divisas emergentes em meio a um cenário de fuga de ativos de risco, podendo perder força frente ao iene e o euro.

Nesse caso o gestor vê as moedas como o peso mexicano, o won sul-coreano, o rand da África do Sul, a lira da Turquia e o real como as divisas mais vulneráveis. "O real faz parte do grupo de moeda chamada high carry [que oferecem alta taxa de retorno] e há um posicionamento relevante dos investidores estrangeiros na moeda brasileira", diz.

O gestor acredita, no entanto, que impacto para o real seria limitado pelo aumento esperado de fluxo de recursos para investimentos diretos e melhora do cenário político. "Em um primeiro momento o dólar pode subir para R$ 3,30 , R$ 3,35, mas depois ele tende a voltar. Há notícias suficientes para o real ter uma performance melhor que seus pares emergentes", afirma.

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