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Dólar sobe mesmo com intervenção do BC e encosta em R$ 3,40

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio ajudou a conter a alta do dólar frente ao real, mas não foi suficiente para anular a valorização da moeda americana, que fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo.

A incerteza em relação à política econômica de Donald Trump tem provocado um reposicionamento dos investidores no mercado global de bônus, com os investidores vendendo papéis de mercados emergentes para cobrir perdas com a altas das taxas dos títulos americanos. Isso fez o dólar se valorizar frente às principais divisas emergentes.

No mercado local, o Banco Central voltou a realizar venda líquida de contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a uma venda de dólar no mercado futuro, após a forte alta da moeda americana, que chegou a R$ 3,5075 na máxima intradia.

Além de iniciar hoje a rolagem de do lote de US$ 6,490 bilhões em contratos de swap cambial tradicional que vence em 1º de dezembro, O BC realizou a venda líquida de 19.050 contratos de swap tradicional, que somaram US$ 952,500 milhões, de um total de 31.900 papéis ofertados. Desde setembro de 2015 o BC não realizava esse tipo de operação.

O dólar chegou a reduzir a valorização após o leilão, mas fechou em alta de 1,02% a R$ 3,3952, maior patamar desde 21 de junho. Com isso, a moeda americana encerra a semana em alta de 5,07%, acumulando valorização de 6,48% no mês. No ano, a moeda americana cai 14,18%.

Já o contrato futuro para dezembro avançava 0,47% para R$ 3,417.

Hoje o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que a autoridade monetária vai continuar atuando de forma a dar liquidez e manter os mercados funcionando neste momento de volatilidade causada por "choque global". Ainda, segundo ele, o BC se reserva o direito de atuar com qualquer instrumento disponível.

Para Jayro Rezende, diretor de tesouraria da unidade brasileira do Bank of China, a forte alta do dólar frente ao real é reflexo de um desmonte de posições no mercado futuro de dólar e de uma busca por hedge por parte dos investidores diante de um cenário de incerteza global e não de uma fuga de capitais do mercado à vista. Portanto, a atuação do Banco Central no mercado cambial hoje é acertada, porque visa reduzir a volatilidade no mercado e corrigir distorções, depois do real liderar hoje as perdas frente à moeda americana entre os principais pares emergentes. "O BC não tem o comprometimento com um nível, e visa suprir liquidez para o mercado", afirma.

Ele lembra que, com um estoque mais reduzido de swap cambial tradicional, em US$ 24,106 bilhões, o BC tem espaço para atuar no mercado via a venda desses derivativos cambiais. "Acho que ele vai primeiro vender mais swaps, uma vez que a demanda maior é no mercado de derivativos", diz.

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