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Dólar firma queda sobre o real e Ibovespa oscila perto da estabilidade

Os mercados financeiros nacionais vivem um dia mais tranquilo nesta sexta-feira. Depois de leilões de contratos pelo Banco Central, o dólar firmou queda diante do real, enquanto o Ibovespa oscila em torno da estabilidade e os juros futuros operam em baixa.

Câmbio

No Brasil, o dólar segue o enfraquecimento frente a outras divisas emergentes, acompanhando a queda dos juros dos Treasuries, títulos do Tesouro americano. O movimento confirma a avaliação de investidores de que as oscilações no câmbio estão bastante dependentes do comportamento da renda fixa americana, mas também reflete a atuação forte do Banco Central, que voltou a atuar para acalmar o mercado.

O real lidera com folga os ganhos frente à moeda americana nesta sessão. Às 13h30, o dólar comercial caía 1,27%, a R$ 3,3796, depois de ter atingido R$ 3,3736, mínima em uma semana.

Na semana, a divisa brasileira sobe 0,48%, ficando atrás do peso mexicano (2,40%) e do rublo russo (1,80%).

Os ganhos, que aceleram na segunda metade da semana, já levantam o debate sobre por quanto tempo o BC ainda deve atuar para dar suporte ao câmbio. A dúvida maior é sobre as ofertas líquidas de swaps cambiais tradicionais. Desde setembro de 2015 o BC não realizava esse tipo de operação, que equivale a uma venda de dólar no mercado futuro.

Hoje, o BC colocou mais US$ 500 milhões no mercado de câmbio ao vender todos os 10 mil contratos de swap cambial tradicional disponibilizados em oferta líquida. Com isso, elevou a US$ 2,453 bilhões o montante de "dinheiro novo" colocado no mercado desde a semana passada, quando o dólar disparou mais de 5%.

Bolsa

O Ibovespa opera sem tendência definida, gravitando em torno da estabilidade. Às 13h30, o principal índice da bolsa paulista recuava 0,24%, para 59.628 pontos. O indicador ainda pode mostrar volatilidade no resto do dia, já que na segunda-feira é dia de vencimento de opções sobre ações na Bovespa.

As ações da Petrobras registram volatilidade. Petrobras PN sobe 0,35% e a ON cai 1,22%. A empresa confirmou ontem a venda da sua distribuidora de GLP Liquigás para a Ultragaz, subsidiária da Ultrapar, por R$ 2,8 bilhões. A operação, que faz parte do plano de desinvestimentos da estatal, ainda está sujeita a aprovação em assembleias gerais da Petrobras e Ultrapar e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Do outro lado, caem Vale ON (3,4%), Vale PNA (3,5%), Usiminas PNA (2,8%). As mineradoras seguem o comportamento de suas pares na Europa, que também recuam.

Fora do Ibovespa, as ações da PDG Realty sobem 8,59%. As ações da companhia tiveram forte desvalorização nesta semana, após a divulgação do balanço do terceiro trimestre. Só ontem, os papéis caíram 9,4%.

AES Eletropaulo PN sobe 8,5%. A empresa anunciou ontem uma reorganização societária envolvendo as holdings Brasiliana e AES Elpa, no qual os acionistas AES Brasil e BNDESPar passarão a ter participação direta na companhia. A reestruturação se dará por meio das cisões parciais da Brasiliana e da AES Elpa com as consequentes incorporações dos respectivos ativos pela Eletropaulo.

Juros

Os juros futuros caem nesta sexta-feira, mas ainda se mantêm ligeiramente acima dos níveis do fim da semana passada, evidência do grau de cautela dos investidores depois do salto da volatilidade após a eleição de Donald Trump à Presidência dos EUA.

Ainda assim, o comportamento dos DIs nesta semana mostra uma importante acomodação, depois da disparada das taxas na semana passada. Analistas atribuem a estabilização à perda de fôlego dos juros dos Treasuries, à queda do dólar no Brasil e também à ação do Tesouro Nacional disponibilizando saída para investidores com prejuízos em títulos públicos.

A queda dos juros hoje reflete ainda um ligeiro aumento da probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual da Selic neste mês e, portanto, redução de chances de estabilidade. Hoje, a curva embute apenas 3% de probabilidade de manutenção da Selic em 14,00% neste mês, ante 9% ontem. Ainda assim, trata-se de uma mudança importante de precificação, já que até a semana passada o mercado ainda considerada a possibilidade de corte de 0,50 ponto.

Às 13h30, o DI janeiro de 2021 cedia a 12,170% ao ano, frente a 12,180% no ajuste da véspera. Na semana, essa taxa tem queda de 1 ponto-base. Apesar da virtual estabilidade, esse DI caminha para fechar a semana com menor variação desde a semana encerrada em 21 de outubro, quando caiu 10 pontos.

O DI janeiro de 2019 recuava a 12,040%, ante 12,060% no último ajuste. E o DI janeiro de 2018 apontava 12,420%, contra 12,440% no ajuste anterior.

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