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Dólar segue movimento no exterior e incerteza com EUA e fecha em alta

O dólar fechou em alta frente ao real, após dois pregões consecutivos de queda, acompanhando o movimento no exterior diante da incerteza em relação à política comercial do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump afirmou nesta terça-feira que vai tirar os EUA das conversas da parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês). Embora Trump já tivesse declarado sua posição em relação a esse acordo comercial durante a campanha, a notícia trouxe preocupação, especialmente para as moedas emergentes.

A queda do petróleo também contribuiu para a queda das divisas atreladas a commodities.

No mercado local, o dólar comercial subiu 0,13% para R$ 3,3561, enquanto o contrato futuro para dezembro avançava 0,10% para R$ 3,367.

Lá fora, o dólar subia 0,72% em relação à lira turca e 0,87% frente ao peso mexicano.

O Banco Central completou hoje a rolagem do lote de US$ 6,490 bilhões em contratos de swap cambial tradicional que venceria em 1º de dezembro, tendo renovado 19.815 contratos hoje, operação equivalente a venda de US$ 990,750 milhões no mercado futuro.

O próximo lote de swap tradicional a vencer em 2 de janeiro de 2017 soma US$ 5 bilhões. Hoje, o estoque desses derivativos soma US$ 26,559 bilhões.

À medida que os mercados globais se acalmaram e o dólar passou a cair, o BC interrompeu as ofertas líquidas de swaps. O autoridade monetária tem deixado claro que atuará para manter o funcionamento dos mercados de câmbio nos momentos de volatilidade.

Dados do BC mostraram hoje que, apesar da forte pressão sobre o câmbio nas últimas semanas, o Brasil registrou entrada líquida de dólares no período após a eleição de Trump. Isso reforça a percepção de profissionais do mercado de que a alta da moeda americana foi ditada sobretudo por zeragem de posições compradas em real via derivativos, o que explicaria a atuação do BC via swaps.

O fluxo cambial estava positivo em US$ 2,464 bilhões em novembro até o dia 18, resultado de uma saída líquida de US$ 183 milhões na conta financeira e entrada líquida de US$ 2,647 bilhões na conta comercial.

Em novembro, até o dia 18, houve uma saída líquida de US$ 315 milhões da carteira de ações e resgate líquido de US$ 2,41 bilhões na renda fixa. Em outubro, o investimento estrangeiro em carteira teve saída líquida de US$ 1,672 bilhão, resultado de um resgate líquido de US$ 3,275 bilhões do segmento de renda fixa e entrada líquida de US$ 1,323 bilhão para ações.

Para o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, apesar da recuperação do real verificada nos últimos dias, o cenário ainda é de incerteza e os mercados devem continuar voláteis no curto prazo. "Os investidores ainda estão aguardando o anúncio da equipe econômica de Trump e de como será a política comercial", diz.

A principal preocupação, segundo ele, é se Trump adotará barreiras comerciais para a importação de produtos da China, que poderia afetar os demais mercados emergentes.

Amanhã, o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) que poderá trazer novas sinalizações sobre a política monetária nos Estados Unidos.

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