Dólar sobe 2% e juro futuro avança com piora em crise do governo

Os ativos brasileiros têm o pior desempenho entre os principais mercados globais nesta sexta-feira, com o dólar em alta de 2% e avanço dos juros longos, em meio ao recrudescimento da crise no governo, que agora envolve o presidente Michel Temer.

A crise tomou novos rumos depois de o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero dizer à Polícia Federal ter sido alvo de pressão também de Temer, no caso do Edifício La Vue, em Salvador, onde o ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, tem um apartamento. O Palácio do Planalto está em alerta máximo, e o receio dos agentes é que a imagem do presidente seja arranhada, com impactos sobre os esforços do governo para aprovar medidas fiscais no Congresso.

Senadores da oposição decidiram ingressar com pedido de impeachment contra Temer. Ontem, uma fonte disse ao Valor que até mesmo uma abertura de inquérito pela Procuradoria Geral da República (PGR) não forçaria a saída de Geddel, um dos braços direitos de Temer.

Às 9h40, o dólar comercial subia 2,02%, a R$ 3,4621, depois de alcançar R$ 3,4681 na máxima. O dólar para dezembro tinha alta de 1,29%, a R$ 3,4425.

Nos juros, o DI janeiro de 2021 avançava a 12,100%, frente a 11,880% no ajuste da véspera, após máxima de 12,150%. O DI janeiro de 2019 ia 11,830%, contra 11,670% no último ajuste.

E o DI janeiro de 2018 subia a 12,210%, frente a 12,140% no ajuste anterior.

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