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Juros futuros fecham em alta, diante de aumento de incerteza política

As taxas dos contratos futuros de juros subiram na BM&F nesta sexta-feira diante do aumento da incerteza em relação ao cenário político doméstico após os desdobramentos da crise entre dois agora ex-ministros do governo, que acabou se estendendo ao presidente Michel Temer.

A crise tomou novos rumos depois de o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero dizer à Polícia Federal ter sido alvo de pressão também de Temer, no caso do Edifício La Vue, em Salvador, onde o então ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, tem um apartamento. As denúncias de Calero acabaram resultando na saída de Geddel do governo, que pediu demissão hoje.

O temor dos investidores é de que a piora do cenário político possa atrapalhar a aprovação das medidas de ajuste fiscal. Mas isso vai depender do conteúdo das novas denúncias envolvendo os políticos da base aliada do governo, avalia Juliano Ferreira, estrategista da Icap Corretora. "Por enquanto, não trabalhamos com uma mudança efetiva de cenário político. Mas isso vai depender do conteúdo que pode vazar das gravações de Calero ou da delação da Odebrecht", diz.

A crise política se soma às incertezas com a política econômica do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ajudou a reforçar a cautela no mercado local.

O DI para janeiro de 2018 subiu de 12,14% para 12,16%, enquanto o DI para janeiro de 2019 avançou de 11,67% para 11,76%. Já o DI para janeiro de 2021 subiu de 11,88% para 12,05%, maior patamar desde 18 de novembro. "Se crise política diminuir e o governo focar nas reformas, essas taxas podem voltar a cair", diz Ferreira.

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