IGP-M recua 0,03% em novembro e registra alta de 7,12% em 12 meses

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,03% em novembro, após alta de 0,16% um mês antes, influenciado pela queda dos preços agropecuários no atacado, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em novembro de 2015, o indicador tinha avançado 1,52%.

A expectativa dos analistas consultados pelo Valor Data era de uma alta de 0,06% no período. O intervalo das estimativas ia de queda de 0,01% a aumento de 0,15%.

Com o resultado, a variação acumulada em 2016, até novembro, é de 6,60%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 7,12%.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,16% em novembro, invertendo a direção tomada um mês antes, de elevação de 0,15%. Os bens agropecuários recuaram 1,50%, seguindo queda de 0,79% em outubro, e os produtos industriais saíram de alta de 0,53% para acréscimo de 0,38%.

Entre as principais influências negativas no IPA estavam feijão (-13,75% para -25,89%), leite in natura (-5,52% para -8,78%), soja em grão (-1,46% para -2,42%), milho em grão (-1,80% para -3,92%) e óleo diesel (-0,54% para (-6,11%).

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta de 0,17% em outubro para 0,26% em novembro. Das oito classes de despesa, a principal contribuição partiu do grupo educação, leitura e recreação (-0,24% para 0,32%), influenciado por show musical (-5,02% para 1,56%). Alimentação (-0,22% para -0,07%), saúde e cuidados pessoais (0,35% para 0,63%), transportes (0,51% para 0,53%) e despesas diversas (-0,14% para 0,14%) sentiram o impacto dos itens frutas (-4,36% para 0,87%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,40% para 0,71%), gasolina (0,47% para 1,11%) e cigarros (-0,97% para -0,14%), respectivamente.

Tiveram abrandamento no ritmo de avanço habitação (0,38% para 0,26%), vestuário (0,22% para 0,14%) e comunicação (0,51% para 0,40%). Nestas classes de despesa, destacaram-se gás de bujão (3,89% para 0,19%), calçados (1,04% para 0,01%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,68% para -0,16%), na ordem.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,17% em novembro, repetindo a taxa apurada um mês antes.




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