Economia brasileira recua 0,8% no terceiro trimestre
(Atualizada às 9h20) A economia brasileira registrou contração de 0,8% no terceiro trimestre, em relação aos três meses anteriores, o sétimo resultado negativo nesse tipo de confronto. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tiveram retração a agropecuária (-1,4%), a indústria (-1,3%) e os serviços (-0,6%).
As 20 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data previam, em média, um recuo de 0,9% no intervalo. As projeções variaram de queda de 0,50% a decréscimo de 1,1%. De abril a junho, a contração foi de 0,4%, dado revisado de baixa de 0,6%.
No lado da oferta, o PIB da indústria diminuiu 1,3% no terceiro trimestre, ante os três meses antecedentes, resultado que veio acima da expectativa média apurada pelo Valor Data, de queda de 1,4%. O setor de serviços teve contração de 0,6%, ante expectativa de declínio de 0,7%. Já a agropecuária caiu 1,4%, em meio à previsão de diminuição de 0,8%.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cedeu 0,6% do segundo para o terceiro trimestre e marcou o sétimo trimestre seguido de baixa. A expectativa dos analistas era de, em média, queda de 1%. A demanda do governo recuou 0,3%, em linha com a previsão do mercado.
Já a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida de investimentos na economia) cedeu 3,1% entre julho e setembro, em relação ao período de abril a junho, quando registrou elevação de 0,5%. A expectativa era de queda de 2,9%.
No setor externo, as exportações caíram 2,8% e as importações declinaram 3,1% no terceiro trimestre de 2016, no comparativo trimestral. A média apurada pelo Valor Data era de queda de 3,9% e de 2%, respectivamente.
Comparativo anual
Perante o período de julho a setembro de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 2,9%, marcando o 10º resultado negativo nesse tipo de comparação. A agropecuário teve baixa de 6%, a indústria declinou 2,9% e os serviços registraram decréscimo de 2,2%.
"Pelo sexto trimestre seguido, todos os componentes da demanda apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. A despesa de consumo das famílias caiu 3,4%. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", destacou o IBGE em nota.
No caso da formação bruta de capital fixo, houve queda de 8,4% ante o terceiro trimestre de 2015, a 10ª consecutiva. "Este recuo é justificado pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção", informou o organismo.
Por sua vez, a despesa de consumo do governo encolheu 0,8%.
Acumulado no ano
De janeiro a setembro, o PIB acumulou queda de 4%, a maior baixa para o período de nove meses desde o início da série histórica iniciada em 1996, destacou o IBGE em nota.
As 20 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data previam, em média, um recuo de 0,9% no intervalo. As projeções variaram de queda de 0,50% a decréscimo de 1,1%. De abril a junho, a contração foi de 0,4%, dado revisado de baixa de 0,6%.
No lado da oferta, o PIB da indústria diminuiu 1,3% no terceiro trimestre, ante os três meses antecedentes, resultado que veio acima da expectativa média apurada pelo Valor Data, de queda de 1,4%. O setor de serviços teve contração de 0,6%, ante expectativa de declínio de 0,7%. Já a agropecuária caiu 1,4%, em meio à previsão de diminuição de 0,8%.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cedeu 0,6% do segundo para o terceiro trimestre e marcou o sétimo trimestre seguido de baixa. A expectativa dos analistas era de, em média, queda de 1%. A demanda do governo recuou 0,3%, em linha com a previsão do mercado.
Já a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida de investimentos na economia) cedeu 3,1% entre julho e setembro, em relação ao período de abril a junho, quando registrou elevação de 0,5%. A expectativa era de queda de 2,9%.
No setor externo, as exportações caíram 2,8% e as importações declinaram 3,1% no terceiro trimestre de 2016, no comparativo trimestral. A média apurada pelo Valor Data era de queda de 3,9% e de 2%, respectivamente.
Comparativo anual
Perante o período de julho a setembro de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 2,9%, marcando o 10º resultado negativo nesse tipo de comparação. A agropecuário teve baixa de 6%, a indústria declinou 2,9% e os serviços registraram decréscimo de 2,2%.
"Pelo sexto trimestre seguido, todos os componentes da demanda apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. A despesa de consumo das famílias caiu 3,4%. Este resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", destacou o IBGE em nota.
No caso da formação bruta de capital fixo, houve queda de 8,4% ante o terceiro trimestre de 2015, a 10ª consecutiva. "Este recuo é justificado pela queda das importações e da produção interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção", informou o organismo.
Por sua vez, a despesa de consumo do governo encolheu 0,8%.
Acumulado no ano
De janeiro a setembro, o PIB acumulou queda de 4%, a maior baixa para o período de nove meses desde o início da série histórica iniciada em 1996, destacou o IBGE em nota.
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