Ibovespa opera em baixa e dólar tem 2º dia seguido de alta com Fed

O Ibovespa opera em queda, afetado ainda pela decisão de política monetária de ontem do Federal Reserve (Fed, banco central americano). O índice da Bolsa paulista cedia 0,74%, para 57.757 pontos.

As maiores perdas do Ibovespa eram basicamente de companhias que operam no mercado local, mas contam também com Petrobras, que virou e passou a recuar com o petróleo. Cediam Localiza (-3,41%), Embraer (-2,72%), Ecorodovias (-2,34%), Petrobras PN (-2,24%), Petrobras ON (-2,05%) e Smiles (-1,37%).

Do lado das altas, Qualicorp ganhava 3,12%, Gerdau Metalúrgica PN subia 3,77%, Rumo ON avançava 1,93%. Gerdau PN avançava 3,03% e AmBev ON subia 2,10%.

Os investidores vendem ações diante da sinalização de um ritmo mais rápido de restrição da política monetária do que o esperado até a vitória de Donald Trump na corrida para a presidência dos Estados Unidos. O Fed espera agora três, e não duas, altas de juros em 2017.

Câmbio

O dólar já saiu das máximas do dia, mas segue em firme alta ante o real nesta quinta-feira. A moeda brasileira está entre os destaques de baixa nesta sessão, sob o peso da sinalização do Fed de que pode subir os juros mais do que imaginado inicialmente.

De forma geral, analistas veem o tom do Fed impondo mais riscos ao real ao longo dos próximos meses, em sintonia com um cenário mais cauteloso para moedas emergentes em geral. Conforme esperado, o banco central americano subiu os juros para uma faixa entre 0,50% e 0,75% ao ano.

A alta do dólar no mercado interbancário é mais forte do que no segmento futuro. Isso ocorre porque os negócios no câmbio à vista não captaram ontem o efeito Fed. Já o mercado futuro, em que as operações se encerram às 18h15, repecutiu a indicação do Fed.

Às 13h31, o dólar comercial subia 1,16%, a R$ 3,3823. Na máxima, foi a R$ 3,4077, com ganho de 1,92% - o mais forte desde a alta de 2,72% verificada no dia 1º de dezembro.

O dólar para janeiro tinha alta de 0,35%, a R$ 3,3955.

Juros

As taxas de juros de longo prazo negociadas na BM&F oscilam perto das mínimas do dia, embora ainda em alta. O viés comprador perdeu fôlego conforme o Tesouro Nacional ofertava prefixados de prazos dilatados, com aparente maior demanda.

As taxas das NTN-F saíram mais baixas que as previstas em consenso de mercado. Também os juros pagos pelo Tesouro Nacional no leilão de LTN ficaram aquém do consenso.

Antes de leilões de prefixados, o mercado costuma pressionar as taxas dos DIs para cima, já que elas servem de parâmetro para o Tesouro precificar os papéis ofertados.

O Tesouro vendeu todos os 7 milhões de prefixados, sendo 5 milhões de LTN e 2 milhões de NTN-F.

Às 13h31, o DI janeiro de 2025 ia a 12,370% ao ano, frente a 12,200% no ajuste anterior. Na máxima, foi a 12,490%, maior patamar desde 6 de dezembro (12,530%).

O DI janeiro de 2021 subia a 11,970%, ante 11,840% no ajuste da véspera e máxima hoje de 12,120%, pico também desde o último dia 6 (12,200%).

Os vencimentos de curto prazo dos DIs também têm algum alívio, o que faz com que o mercado volte a colocar fichas na possibilidade de queda de 0,75 ponto percentual da Selic nas primeiras reuniões do Copom de 2017. Mais cedo, o mercado chegou a zerar aposta de corte nessa magnitude em janeiro. A projeção majoritária segue em redução de 0,50 ponto percentual.

O DI janeiro de 2018 tinha taxa de 11,800%, contra 11,780% no ajuste de ontem.

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