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Confiança do comércio abre 2017 em alta, aponta FGV

Influenciada por uma melhora na avaliação da situação atual, a confiança dos empresários do comércio teve pequena alta em janeiro, de acordo com sondagem mensal realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança, síntese da pesquisa, subiu 0,6 ponto, ao passar de 78,3 pontos em dezembro de 2016 para 78,9 pontos no primeiro mês deste calendário, o maior nível desde outubro passado. Na métrica de médias móveis trimestrais, contudo, o índice caiu 0,3 ponto. Na comparação com janeiro de 2016, houve alta de 9,5 pontos.

"Após avançar 10 pontos entre fevereiro e agosto do ano passado, a confiança do comércio estabilizou-se na faixa entre 78 e 80 pontos nos últimos seis meses. O segmento parece incomodar-se pouco com a incerteza do ambiente político e se preocupar bastante com o custo e a disponibilidade de crédito para consumo. Assim, é possível que aceleração da queda dos juros sinalizada em janeiro pelo BC colabore para que a confiança do comércio - ainda muito baixa em termos históricos - volte a registrar ganhos nos próximos meses", afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV-Ibre.

A alta do índice de confiança do comércio ocorreu em dez dos 13 principais segmentos pesquisados e foi determinada pela melhora do Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 1,2 ponto, alcançando 68,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) ficou estável (-0,1 ponto) em relação a dezembro de 2016, ao registrar 89,9 pontos.

Entre os indicadores que integram o ISA, a maior contribuição para a alta do mês veio do quesito que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual, que avançou 4,7 pontos em relação ao mês anterior, para 69,7 pontos. Já o indicador que mais contribuiu para a suave queda do IE-COM foi o que mede a situação dos negócios nos seis meses seguintes, com recuo de 3,2 pontos no mês.

Descolamento

Em janeiro, a confiança do comércio não seguiu a tendência de forte alta apresentada pelos outros dois índices de confiança já divulgados pela FGV, do Consumidor e da Indústria (prévia). Este resultado dos dados mensais pontuais não parece tão surpreendente, no entanto, quando considerada a evolução destes indicadores em médias trimestrais, pondera a FGV. Na ponta, o a confiança da indústria (preliminar) teria subido 3,1 pontos e o indicador de média móvel, 0,6 ponto. No caso do consumidor, a alta pontual de 6,2 pontos se converte em queda de 0,2 ponto na métrica de média móvel trimestral.

"O resultado modesto do ICOM em janeiro parece ter relação com uma evolução mais favorável deste indicador no trimestre anterior, quando os outros índices de confiança caíram em relação ao período anterior, e a confiança do setor ficou relativamente estável", diz nota da pesquisa da FGV. No quarto trimestre, a confiança da indústria caiu 0,7 ponto e a do consumidor recou 1,3 ponto, enquanto a do comércio subiu 0,9 ponto, ante o terceiro trimestre.

A edição de janeiro da sondagem do comércio coletou informações de 1.120 empresas entre os dias 2 e 24 deste mês.

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