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Ibovespa segue exterior com leve queda; dólar vai a R$ 3,15

O Ibovespa negocia de lado, em leve queda, em linha com os mercados internacionais, depois de renovar máxima e fechar em alta de 0,53% ontem, aos 66.191 pontos. O índice recuava 0,19% no começo da tarde, para 66.068 pontos. Várias notícias corporativas agitam papéis.

Os investidores aguardam encontro do novo presidente americano, Donald Trump, com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, em Washington, na tarde desta sexta-feira.

Na China, começou o feriado do Ano Novo lunar, que se estende até 2 de fevereiro, mantendo os mercados fechados por lá. Um importante direcionador do mercado local, o minério de ferro, não terá cotações.

CCR, JBS, Suzano e Petrobras são os destaques de baixa.

As ações da CCR caem 1,33%. Os papéis reagem à notícia de que o grupo de concessões de infraestrutura confirmou na madrugada desta sexta-feira que vai se capitalizar por meio de uma oferta de ações com o objetivo de financiar uma nova rodada de investimentos. A empresa divulgou fato relevante no site da Comissão de Valores Mobiliários. A informação havia sido antecipada na quinta-feira (26) pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.

JBS recua pelo segundo pregão seguido, após decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de manter cobrança de R$ 111 milhões da empresa em processo que investiga não recolhimento de impostos de 2008 a 2010 no exterior. A ação cai 1,75%.

Suzano recua 1,5% com a queda do dólar, que era de 0,91% há pouco. E Petrobras acompanha a perda do petróleo. A ação PN recua 0,76%, enquanto o barril Brent perde 1,32%.

O noticiário é agitado para empresas que não estão no Ibovespa. Oi PN sobe 19,32% e a ON ganha 11,6%. Os papéis reagem à notícia de que o fundo de investimentos americano Elliot apresentou nova proposta aos assessores financeiros da empresa, que prevê a injeção de R$ 9,2 bilhões no negócio, além de modificações sobre como dividir esse bolo.

As ações PNB do Banrisul sobem 4% e são destaque de alta na Bovespa pelo segundo pregão seguido. As ações reagem à manchete do Valor de ontem. O jornal informa que o tamanho do socorro ao Rio Grande do Sul está associado à possibilidade de o governo incluir a venda do banco estatal gaúcho no cardápio de contrapartidas. O governador José Ivo Sartori mostra resistência à ideia, mas fontes do governo federal avaliam que dificilmente o problema do Estado será resolvido sem essa privatização. Ontem à noite, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que a eventual privatização do Banrisul faz parte das negociações com o estado, mas ainda está sob análise.

Do outro lado, Magazine Luiza ON cai 2,39%. Os papéis reagem à notícia de que a 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma autuação fiscal milionária aplicada à empresa pelo recolhimento a menor de PIS e Cofins, entre 2006 e 2009.

A fiscalização desconsiderou uma série de alegações da empresa, que reduziriam a base de cálculo dos tributos. A varejista pode recorrer à Justiça ou apresentar embargos de declaração no Carf. Em 2011, o débito somava R$ 110 milhões, segundo fontes.

As units do BTG Pactual abriram em alta, mas viraram e passaram a cair, com -1,12%. Os papéis reagem à notícia de que o BTG Pactual anunciou nesta sexta-feira que estuda a possibilidade de separar as ações do banco e as da BTG Pactual Participations, hoje negociadas em conjunto na forma de units. A mudança, a ser submetida a assembleias de acionistas, tem como objetivos, segundo comunicado ao mercado, dar maior transparência aos ativos de cada estrutura e melhorar a liquidez dos papéis do banco.

Dólar

O dólar ampliou a queda frente ao real após dados mais fracos que o esperado da economia americana, que reduziram as apostas em uma alta mais forte da taxa básica de juros nos Estados Unidos neste ano.

A primeira leitura do PIB americano do quarto trimestre apontou um crescimento anualizado de 1,9%, abaixo do avanço de 2,2% esperado pelo analistas. O dado mostrou uma desaceleração da economia americana no quarto trimestre em relação ao crescimento de 3,5% registrado no terceiro trimestre de 2016, retornando a um ritmo de expansão mais familiar ao período de uma moderada recuperação do país após a crise de 2008.

Segundo a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, o dado do quarto trimestre foi afetado pelo desempenho mais fraco do setor externo. "Não é do interesse de Donald Trump [presidente americano] ter um dólar mais forte porque isso atrapalha a recuperação da economia e contribui para manter a inflação em um nível baixo. Por isso, acho que ele vai adotar uma postura mais ponderada", diz.

Alem do PIB, o dado de encomendas de bens duráveis também veio pior que o esperado, recuando 0,4% em dezembro, ante expectativa de crescimento de 2,3%.

A grande dúvida no mercado é o qual o tamanho do corte de gastos e do pacote de investimento que Trump deve anunciar para impulsionar o crescimento da economia. A promessa de campanha de Trump era de levar a economia americana a uma taxa de crescimento de 4% ao ano.

A moeda americana operava em queda de 0,31% em relação ao dólar australiano, 0,89% diante do peso mexicano e subia 0,90% frente ao rand sul-africano.

Por aqui, o dólar comercial caía 0,88% para R$ 3,1518, enquanto o contrato futuro para fevereiro recuava 0,86% para R$ 3,154.

O Banco Central renovou hoje mais 15 mil contratos de swap cambial tradicional que venceriam em fevereiro, cuja operação somou US$ 750 milhões.

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