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Calote da petroleira venezuelana PDVSA é provável, avalia Fitch

A petroleira venezuelana PDVSA enfrenta um 2017 desafiador, marcado por um aumento moderado no preço do petróleo, queda de produção, fraca posição de liquidez e cronograma de amortizações relativamente elevado, segundo relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings, divulgado nesta terça-feira. Com a provável inadimplência da PDVSA, um índice de recuperação de 31% a 50% pode ser esperado pelos credores, diz a agência.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) após royalties e despesas sociais, o que inclui a maioria dos acordos de permuta de petróleo, caiu a aproximadamente US$ 13 milhões ao fim de 2015 devido aos baixos preços do petróleo e despesas sociais continuadas. O Ebitda ajustado pela participação minoritária foi de cerca de US$ 445 em 2015. A Fitch estima que o Ebitda após royalties e despesas sociais nos últimos 12 meses findos em junho de 2016 foi negativo.

A dívida financeira em dezembro de 2016 era de US$ 41 bilhões, abaixo dos US$ 43,7 bilhões de 2015. Naquele ano, a alavancagem ajustada da PDVSA era maior do que 90 vezes, comparado a alavancagem abaixo de 2,5 vezes em anos anteriores.

A Fitch estima o Ebitda da PDVSA em 2017 em cerca de US$ 10 bilhões, que podem ser necessários para a realização de investimentos.

O relatório desta terça-feira é parte da série "Spotlight" da Fitch, de 20 análises sobre as empresas mais no foco da imprensa na América Latina.

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