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Juros futuros de curto prazo fecham em queda na BM&F

As taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo fecharam em queda nesta terça-feira reagindo às declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que abriram espaço para um aumento das apostas em corte maior da taxa Selic neste ciclo de afrouxamento monetário em um cenário de atividade fraca e taxa de desemprego alta.

O presidente do BC disse, em evento do Credit Suisse em São Paulo, que o trabalho dos últimos seis meses tem sido efetivo para reduzir a inflação e ancorar as expectativas, abrindo espaço para uma flexibilização mais intensa da política monetária.

Ilan destacou que à medida que as expectativas de inflação estejam ancoradas, a meta de inflação será mais parecida com a de outros países emergentes ao redor de 3%. Hoje a meta de inflação no Brasil está em 4,5%. A redução da meta para 2019 pode contribuir para o recuo das projeções de inflação e abrir espaço para um corte maior da taxa Selic. "O Ilan deixou em aberto a discussão sobre a meta de inflação para 2019", afirma Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos.

Para o gestor, se a inflação continuar em queda e a recuperação da atividade continuar lenta, o mais provável é o BC estender o ciclo de corte de juros para 2018 do que acelerar o ritmo de corte de juros, com a taxa Selic pode encerrar o ciclo de afrouxamento monetário a 9% ao ano. "A atividade está muto fraca. Amanhã sai o dado de produção industrial e deve vir abaixo do esperado. Por isso, a posição vendida em juros [apostando na queda] continua interessante", diz.

Hoje o IBGE divulgou a taxa de desemprego, que subiu para 12% no quarto trimestre, maior que os 11,9% estimados pelos economistas. O número de desempregados no período de 12,3 milhões é recorde.

Na BM&F, o contrato de DI para janeiro de 2018 caiu de 10,932% para 10,91%, enquanto o DI para janeiro de 2019 recuou de 10,42% para 10,39%. Já o DI para janeiro de 2021 fechou estável em 10,71%.

A preocupação com o potencial impacto das delações da Operação Lava-Jato para o governo, e consequentemente para a aprovação das reformas, principalmente da Previdência, limitou a queda das taxas de juros com prazos mais longos. O presidente do BC destacou que o ajuste fiscal é fundamental para a ancoragem das expectativas.

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