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Dow Jones ultrapassa 21 mil pontos com "efeito Trump"

Os investidores das bolsas de Nova York, literalmente, compraram o otimismo exibido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perante o Congresso ontem à noite.


Com o retorno do "Trump trade", o Dow Jones ultrapassou os 21 mil pontos pela primeira vez na história. O índice levou apenas 24 sessões para subir dos 20 mil à nova linha. Com isso, igualou o menor intervalo que usou para ganhar mil pontos, ocorrido em 1999, quando o indicador subiu dos 10 mil para 11 mil pontos.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 1,46%, a 21.115,55 pontos. O S&P 500 avançou 1,37%, a 2.395,96 pontos. O Nasdaq subiu 1,35%, a 5.904,03 pontos, muito perto da barreira psicológica dos 6 mil pontos. Todos os três índices encerraram em novas máximas históricas.


O setor financeiro liderou os ganhos no S&P 500, com subida de 3,06%. Apenas dois dos 11 setores do índice terminaram no negativo, justamente os dois vistos como mais defensivos, compostos por papéis que distribuem proventos regularmente. As ações de serviços públicos (utilities) e imobiliárias recuaram 0,79% e 0,12%.


Entre os componentes do Dow Jones, as ações de instituições financeiras protagonizaram o recorde: os papéis do J.P.Morgan ganharam 3,26%, os da American Express subiram 2,30% e os do Goldman Sachs tiveram alta de 1,92%. Apenas dois integrantes do índice de "blue chips" encerraram em queda. Os demais 28 papéis subiram.


Em seu discurso feito depois das 23h de Brasília, Trump reforçou o compromisso com os estímulos fiscais, os cortes de tributos para empresas e o plano de US$ 1 trilhão em gastos com infraestrutura, apesar de ter evitado novamente oferecer detalhes sobre os planos. O resultado apareceu hoje: a volta do chamado "Trump trade", que inspirou um rali generalizado nas bolsas globais e fortes altas de papéis de instituições financeiras, um dos setores mais beneficiados desde a eleição nos EUA em novembro.


A combinação de fatores nesta quarta-feira potencializou o apetite ao risco. Além do efeito Trump, os mercados reagiram à, agora, majoritária visão de que a próxima alta de taxas pelo Federal Reserve vai ocorrer daqui a duas semanas. A probabilidade implícita nos futuros de Fed Funds, derivativos usados para apostas nas tendências da política monetária americana, indicava 66,4% de chance de uma elevação neste mês, ante 35,4% ontem.

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