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Bolsas de NY fecham em queda na véspera de fala da presidente do Fed

Os índices acionários de Nova York fizeram uma pausa nesta quinta-feira após o novo recorde triplo de ontem, quando o Dow Jones ultrapassou pela primeira vez na história a barreira psicológica dos 21 mil pontos com a volta do "Trump trade", que aposta em mais crescimento e inflação sob os efeitos das políticas da administração de Donald Trump.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em baixa de 0,53%, e conseguiu se manter por apenas dois pontos acima do piso psicológico dos 21 mil, a 21.002,97 pontos. O S&P 500 recuou 0,59%, a 2.381,92 pontos. O Nasdaq caiu 0,73%, a 5.861,22 pontos.


No Dow Jones, as perdas foram lideradas por Caterpilar, que recuou 4,29% após as notícias de que agentes federais fizeram buscas em três escritórios da empresa de equipamentos de mineração e da cadeia de óleo e gás.


Outras fortes quedas se concentraram entre os ganhadores do rali de ontem. Os papéis de J.P.Morgan e de American Express, que puxaram as valorizações no Dow Jones na quarta-feira, caíram 1,59% e 2,22%, respectivamente.


A cautela dominou hoje os mercados globais antes dos discursos da presidente do Fed, Janet Yellen, e do vice-presidente da autoridade, Stanley Fischer, ambos marcados para esta sexta-feira, último dia antes do período de silêncio que antecede o próximo encontro do banco central americano. A fala da comandante do Fed pode ser o divisor de águas para o momento de uma nova ação da autoridade monetária.


A precaução antes de Yellen levou a um movimento de realização dos papéis que mais subiram na quarta-feira. Com isso, o setor financeiro recuou 1,43% no S&P 500 e liderou as perdas do dia.




Art Hogan, estrategista chefe de mercados da Wunderlich Securities, afirmou estar pouco preocupado com as baixas de hoje. "Estaria muito mais preocupado se após o Dow jones ter subido mais de 300 pontos ontem, o índice avançasse mais cem hoje", resumiu.




Para Peter Cardillo, economista chefe do First Standard Financial, o movimento desta quinta-feira "foi normal". Segundo o especialista, "nós estamos em níveis recordes e em certo ponto é natural vermos uma realização de lucros", ponderou.





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