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Indústria teve mais dificuldade para tomar crédito em 2016, diz Fiesp

Em 2016, a indústria teve mais dificuldade para contratar crédito. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que, para a maioria, as condições oferecidas pelos agentes financeiros foram piores em relação a 2015.


Entre as empresas que buscaram crédito em 2016, a principal situação encontrada foram as condições oferecidas piores que as do ano anterior independente da linha buscada. A situação é pior para as empresas que buscaram crédito para pagamento de dívidas, dentre as quais 61,7% encontraram condições piores que as do ano anterior e 19,1% não tiveram o crédito aprovado.


Já entre as empresas que buscaram crédito para capital de giro, 56,7% afirmaram que as condições oferecidas foram piores, 12,2% encontraram condições semelhantes ao ano anterior e 11,6% não tiveram o crédito aprovado.


Quando o crédito buscado foi para investimento, 38,2% das empresas encontraram condições piores, 20,6% obtiveram condições semelhantes ao ano anterior e 14,7% afirmaram que não tinham como comparar as condições, pois não buscaram crédito para esta finalidade em 2015.


Já para o crédito para financiar exportações, 47,1% das empresas encontraram condições piores, 29,4% encontraram condições semelhantes ao ano anterior e 11,7% tiveram o crédito aprovado, mas não aceitaram as condições oferecidas.


Entre as empresas que não tiveram o crédito aprovado ou que tiveram apenas parte do valor pretendido aprovado, os principais motivos para isso foram a insuficiência de garantias para a operação (33,6%), o alto endividamento da empresa (25,0%), as dívidas em atraso (19,0%) e restrições cadastrais (19,0%). As empresas podiam indicar mais de um motivo ? portanto, os percentuais somam mais de 100%.


Entre as empresas que tiveram o crédito aprovado, mas não aceitaram as condições oferecidas, os principais motivos para não contratar foram o custo muito alto (77,8% das empresas) e as garantias exigidas (72,2%).


Entre as empresas que não buscaram crédito em 2016, 43,6% afirmaram que não houve necessidade, 20% afirmaram que a empresa não utiliza crédito bancário, 16,4% que a empresa já está muito endividada e/ou com dívidas em atraso, 12,7% afirmara que a empresa não buscou crédito porque já esperava que o custo seria muito alto.


Os dados foram coletados entre os dias 7 e 23 de dezembro do ano passado, com 430 indústrias de São Paulo. Desse universo pesquisado, 62% eram de micro e pequenas empresas.

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