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Juros futuros de longo prazo têm maior alta em três meses

Os juros futuros de longo prazo tiveram nesta quinta-feira a maior alta em três meses, puxados pelo salto dos "yields" (retorno ao investidor) dos Treasuries - títulos do Tesouro americano - e do dólar diante do fortalecimento de expectativas de aperto monetário nos EUA já neste mês.


As taxas de curtíssimo prazo ficaram perto da estabilidade ou tiveram a alta limitada, influenciadas pela ata do Copom, que manteve à mesa chances de aceleração de corte da Selic no Copom de abril.


De forma geral, analistas viram a ata como um fator a endossar a sinalização de que a Selic pode cair mais. Por outro lado, ficou a impressão de que o colegiado do Banco Central quis resguardar algum grau de flexibilidade, devido a incertezas com a política monetária americana e o ajuste fiscal no Brasil, por exemplo.


Goldman Sachs e BofA viram a ata como "dovish" (voltada ao afrouxamento monetário). O Goldman avaliou o documento como "mais 'dovish'" que o comunicado da semana passada. O Bradesco chamou a atenção para a dependência de um corte mais forte dos juros ao desempenho da atividade e às expectativas de inflação.


Para o economista sênior do Haitong Brasil Flávio Serrano, ao manter "em aberto" na ata o cenário para intensificação do corte de juros, o BC acabou dando mais argumentos para uma redução mais intensa da Selic. "O BC concentrou a discussão sobre a intensificação, e não na extensão do ciclo. Isso significa que ele considera de fato acelerar o ritmo de cortes", afirma.


Por ora, porém, o economista do Haitong mantém estimativa de corte de 0,75 ponto percentual na próxima decisão de política monetária, nos dias 11 e 12 de abril. Serrano entende que em abril é provável que esses elementos ainda não estejam tão claros, mas que na reunião de maio, nos dias 30 e 31, haverá elementos para o BC tomar a decisão sobre cortar em 1 ponto percentual ou manter o atual ritmo.


Ao fim da negociação normal, às 16h, o DI janeiro de 2018 subia a 10,315% ao ano, frente a 10,295% no ajuste anterior.O DI janeiro de 2019 avançava a 9,830%, contra 9,800% no último ajuste.


Na ponta mais longa, o DI janeiro de 2021 ia a 10,130% (10,040% no ajuste da véspera). A alta de 12 pontos-base em relação ao fechamento de ontem (10,010%) é a maior desde 1º de dezembro, quando o acréscimo fora de 51 pontos.


O DI janeiro de 2023 subia a 10,360%, 15 pontos acima do fechamento de ontem, maior alta também desde 1º de dezembro (48 pontos).

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