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Macron detalha plano para modernizar economia francesa e critica Trump

O candidato à Presidência da França Emmanuel Macron, que concorre com uma plataforma centrista, divulgou nesta quinta-feira mais detalhes sobre como pretende cortar custos e burocracia para posicionar a França como uma economia "moderna". Em questões internacionais, ele também criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a temas comerciais e ambientais.


"Todos perguntarão se esse é um programa de esquerda ou de direita", introduziu Macron. "O que eu quero é que seja um programa que traga a França para o século XXI. É essencial libertar setores da nossa economia, mas ao mesmo tempo prover proteção a todos".


Para responder as críticas de rivais que o acusam de apresentar propostas vazias dentro de um discurso que não se enquadra nos tradicionais programas de direita ou esquerda, Macron revelou um manifesto em que pretende cortar um terço dos assentos parlamentares da França, além de vender participação do governo para empresas privadas.


O ex-ministro da Economia do presidente François Hollande, que deixou o governo e o Partido Socialista para concorrer em uma candidatura independente amparada em seu movimento Em Marcha, também prometeu que irá reduzir o custo da mão de obra, simplificar o sistema tributário e encorajar os negócios, mas garantiu que não irá aumentar a idade para aposentadoria ou cortar pensões.


Macron disse também que pretende conduzir uma reforma no sistema de ensino e dar mais independência às escolas, além de oferecer subsídios à cultura para os jovens.


Em segurança, tema no qual o centrista é visto com menos força do que seus concorrentes mais diretos, a ultradireitista Marine Le Pen e o conservador François Fillon, Macron disse que pretende contratar mais policiais, aumentar o orçamento militar em 2% do PIB e criar uma divisão unificada de combate ao terrorismo.`


Corrida presidencial


Embora Macron esteja em segundo lugar nas pesquisas que preveem o resultado do primeiro turno, ele é o favorito do momento para ser o próximo presidente da França. Segundo os últimos levantamentos atualizados nesta quinta-feira pelo instituto Opinionway, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, aparece no primeiro lugar com 25% das intenções de voto, enquanto Macron tem 23%, dois pontos percentuais a mais que o conservador Fillon, do partido Os Republicanos. No segundo turno, no entanto, Macron venceria Le Pen por 63% a 37%.


O principal objetivo de Macron neste momento, portanto, é se manter à frente de Fillon, que era o favorito até ter sua campanha impactada pela denúncia de que sua esposa recebeu salários como sua assessora parlamentar sem nunca ter desempenhado a função - o valor dos pagamentos ultrapassa 500 mil euros. Nesta semana, a situação de Fillon piorou após a Justiça convocá-lo para depor sobre o caso já na condição de investigado.


As eleições da França estão agendadas para o próximo dia 23 de abril, o primeiro turno, e 7 de maio, o segundo turno.


Trump

Sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, Macron criticou as propostas protecionistas e de política ambiental do americano. "Trump cometerá um grande erro voltando atrás em compromissos firmados por seu antecessor em relação ao clima", declarou.

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