Bolsas de NY fecham quase estáveis após discurso da presidente do Fed

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, praticamente confirmou nesta sexta-feira uma alta de taxas na reunião deste mês, se tudo continuar como está na economia. Os mercados, porém, tiveram uma reação morna ao tom assertivo e "hawkish", ou seja, favorável a um aperto monetário, pouco usual da comandante do banco central, que costuma adotar um posicionamento mais cauteloso em seus discursos.


Após a fala de Yellen, os índices acionários de Nova York oscilaram entre perdas e ganhos ao longo da sessão, mas sempre perto da estabilidade. Depois de ajustes, o Dow Jones encerrou em leve alta de 0,01%, a 21.005,71 pontos. O S&P 500 avançou 0,05%, a 2.383,12 pontos. O Nasdaq subiu 0,16%, a 5.870,75 pontos.


A semana também foi positiva para os índices. O Dow Jones encerrou o período com subida de 0,88%. O S&P 500 teve ganho acumulado de 0,67%. O Nasdaq avançou 0,44%.


No S&P 500, quatro setores foram os responsáveis por manter o índice no território positivo. As maiores altas foram dos papéis financeiros e de saúde, com subidas de 0,48% e 0,40%, respectivamente.


Hoje, além de Yellen, o vice-presidente da autoridade, Stanley Fischer, também fez um discurso público no qual, apesar de evitar abordar especificamente o tema de política monetária, expressou indiretamente o apoio a um avanço iminente dos custos de financiamento.


O ponto de inflexão, quando o mercado passou a precificar para valer a perspectiva de uma alta de juros daqui a duas semanas, ocorreu na quarta-feira após o dado de inflação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês). O indicador alcançou 1,9% na base anual em fevereiro, na leitura mais próxima da meta do Fed de 2% desde outubro de 2012.


O dado de inflação de consumo, que é a medida mais observada pelo banco central, levou a uma guinada nas expectativas para março. Os futuros dos Fed Funds, um termômetro das apostas do mercado em relação à política monetária do Fed, saltaram para uma probabilidade implícita de 70,9% de elevação dos juros na reunião de política monetária deste mês contra 35,4% da terça-feira.

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