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Psol protocola representação contra Padilha na PGR

O Psol protocolou na noite de ontem (2) na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, com o pedido de abertura de inquérito para apurar denúncias de irregularidades.


Um dos principais articuladores do presidente Michel Temer, Padilha foi citado em depoimento de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, como responsável por negociar com a empreiteira uma doação de R$ 10 milhões para a campanha eleitoral do PMDB em 2014. Também foi mencionado em declarações de José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer.


No documento assinado pelos seis deputados da bancada federal do Psol, os parlamentares pedem ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que a PGR "dê prosseguimento à investigação, com a necessária celeridade, para que se apurem eventuais irregularidades cometidas".


Na representação, a bancada cita que Yunes afirmou que acredita ter sido utilizado como "mula" por Padilha para distribuição de recursos ilícitos para campanhas eleitorais. O Psol baseia-se nas informações que estão sendo divulgadas pela imprensa.


O documento afirma que em depoimentos de delação, cujo teor foi revelado em dezembro, Cláudio Melo Filho disse ter participado de um jantar no Palácio do Jaburu com Marcelo Odebrecht, Temer e Padilha. "Na ocasião, contou Melo Filho, Temer pediu apoio financeiro para o PMDB na campanha eleitoral de 2014.


O empreiteiro afirmou, ainda segundo a delação, que pagaria R$ 10 milhões, sendo que R$ 4 milhões ficariam sob responsabilidade de Padilha. Melo Filho diz que um dos pagamentos foi feito na sede do escritório de advocacia de Yunes, no Jardim Europa, em São Paulo", afirma a representação. "De acordo com a imprensa, o senhor Yunes agora relata que, naquele ano, em meio à campanha eleitoral, recebera um telefonema de Padilha, afirmando que precisaria de um favor."


O documento diz ainda que em depoimento ao Ministério Público Federal prestado em fevereiro, Yunes contou que em 2014 recebeu um telefonema de Eliseu Padilha, na época deputado federal, hoje ministro-chefe da Casa Civil. Segundo Yunes, Padilha pediu que ele recebesse um documento no escritório, que depois seria recolhido por outra pessoa. Yunes concordou.

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