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Bolsas de NY recuam, com tensão geopolítica e espera por alta de juro

A maré geopolítica virou para baixo e puxou junto os mercados globais nesta segunda-feira. O lançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte no Mar do Japão e um novo decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no qual foram reeditadas as barreiras à entrada de cidadãos de seis países de maioria muçulmana, estragaram o apetite ao risco.


Os investidores também continuaram a digerir a maior perspectiva de uma elevação dos juros pelo Federal Reserve após os comentários feitos na sexta-feira pela presidente do banco central, Janet Yellen.


Outro fator que impulsionou a fome por proteção veio da China, que cortou a estimativa de crescimento do PIB e arrastou junto os preços das commodities.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 0,24% e perdeu o suporte dos 21 mil pontos ao fechar em 20.954,34 pontos. O S&P 500 caiu 0,33%, a 2.375,31 pontos. O Nasdaq recuou 0,37%, a 5.849,17 pontos.


No S&P 500, apenas um setor, o de energia, fechou no positivo, com alta de 0,27%. Os demais encerraram em queda, lideradas por ações de instituições financeiras e de companhias ligadas às matérias-primas, com recuos de 0,64% e 0,59%.


No Dow Jones, as tensões internacionais afetaram o desempenho dos papéis da Travelers, que lideraram as quedas do índice com recuo de 1,38%, seguidos de J.P.Morgan com perda de 0,94%.


Os futuros dos Fed Funds, que são um termômetro das apostas do mercado em relação à política monetária do Fed, apontam agora uma probabilidade de 84,4% de uma elevação dos juros na reunião de política monetária de março do Fed, de 79,9% do CME Group.


O mercado passou a precificar uma quase certeza de alta de taxas pelo Fed no encontro deste mês após o discurso "hawkish" (voltado ao aperto monetário) da presidente do banco central, Janet Yellen, que afirmou na sexta-feira "ser apropriado subir as taxas dos Fed Funds, se os dados vierem conforme o esperado".


"A alta de março não importa. O que importa é quantas vezes o Fed vai subir", afirmou Jeremy Klein, estrategista chefe da FBN Securities. "Se o banco central permanecer com três elevações [para este ano], então o mercado ficará bem", acrescentou.


Na noite de domingo, aCoreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão e sinalizou que o país pretende seguir em frente com o seu programa de mísseis apesar da pressão internacional. O incidente ocorreu alguns dias antes do início do exercício militar conjunto entre os EUA e a Coreia do Sul.


O clima político global ficou ainda mais tenso após o presidente Trump assinar, no meio da tarde, uma nova ordem executiva pela qual revisou e reeditou as restrições à entrada de pessoas de seis países de maioria muçulmana. Com o decreto, visitantes do Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen ficam proibidos de entrar nos EUA por 90 dias.


A versão revisada da ordem assinada originalmente em janeiro retira da lista cidadãos do Iraque. O governo americano argumentou que o país do Oriente Médio adotou novos procedimentos para a permissão de vistos e ampliou o compartilhamento de informações, além de ser um aliado na luta contra o Estado Islâmico.

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