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Dólar e bolsa oscilam perto da estabilidade

O dólar exibe variações próximas da estabilidade nesta segunda-feira (6), após mostrar viés de queda pela manhã, em um dia de agenda esvaziada.


A percepção é que o mercado já atravessou a reação mais acentuada a novo aperto monetário do Federal Reserve (Fed). No entanto, as cotações baixas atraem compradores e sustentam os níveis da divisa por aqui.


"O mercado já parece ter precificado uma alta dos juros pelo Federal Reserve na próxima semana", afirmou o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior. O Comitê de Política Monetária (Fomc) dos Estados Unidos anuncia sua decisão na próxima quarta-feira (8).


Às 13h34, o dólar comercial registrava leve alta de 0,04%, cotado a R$ 3,1147, tendo caído até a mínima de R$ 3,1006 (-0,41%) nesta manhã. A máxima foi registrada em R$ 3,1231 (+0,31%) no começo da sessão.O contrato futuro para abril recuava 0,30%, a R$ 3,132, depois de oscilar entre R$ 3,1235 (-0,57%) e R$ 3,1465 (+0,16%).




No cenário doméstico, há a expectativa de aprovação do projeto sobre a nova rodada da "Lei de Repatriação" e novas captações corporativas no exterior. Para o diretor da Mirae Asset, Pablo Stipanicic Spyer, o recuo do dólar mais cedo contou com a contribuição de entrada pontual de recursos no país pela via financeira.


A queda é limitada pela incerteza sobre a decisão do Banco Central sobre o próximo vencimento de contratos de swap cambial. Operadores apontam ainda que as cotações baixas, principalmente em torno de R$ 3,10 no mercado de balcão, atraem compras, evitando recuos mais acentuados na sessão.


Bolsa


O Ibovespa acentuou a queda em que operava desde o final da manhã e registrava baixa de 0,65% aos 66.353 pontos, às 13h37. O índice seguia o comportamento negativo das bolsas americanas, que estavam em terreno negativo.


Hoje, a queda na cotação do minério no mercado internacional ajuda a fazer com que as ações da Vale estejam entre as maiores quedas do Ibovespa. Os papéis PNA recuavam 2,90% e as ações ordinárias tinham baixa de 2,55%. O preço do minério de ferro caiu 1,7% em Qingdao, na China, para US$ 89,73 a tonelada.


As quedas do horário eram lideradas por Suzano (-4,34%), CSN (-3,17%) e Fibria (-3,03%).


Na ponta oposta, as maiores altas do dia estavam com os papéis da MRV (2,74%), BRF (2,04%) e Gedau (1,81%).


As ações da BRF sobem com o risco de um surto de gripe aviária nos Estados Unidos. Ontem, uma granja de aves reprodutoras que fornece para a Tyson Foods, maior companhia de carnes dos Estados Unidos, confirmou a ocorrência de gripe aviária em uma granja do Tennessee. Ao todo, 73,5 mil aves foram sacrificadas na granja.


No cenário local, os investidores esperam pela lista do procurador da República, Rodrigo Janot, que pode pedir a abertura de inquérito, baseados nas 77 delações da Odebrecht. A lista pode sair até quinta ou sexta-feira (9 ou 10). Também é esperado para amanhã (7) o anúncio de um pacote de concessões que pode atrair até R$ 45 bilhões, incluindo licitações de terminais portuários, linhas de transmissão, ferrovias e rodovias.


Juros


Os juros futuros recuam de maneira contida nesta segunda-feira. O mercado de renda fixa reduz gradualmente os prêmios de risco, principalmente nas taxas de prazo mais curto, enquanto aumentam as apostas em uma redução mais acentuada na Selic a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


Chega a 60% a chance de um corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, de acordo com cálculos da Quantitas com base na curva de juros futuros. Já a manutenção do ritmo de afrouxamento, em 0,75 ponto, reúne 40% das apostas.


"O mercado parece entender que há condições necessárias para justificar corte de um ponto percentual, mas como ainda estamos distantes do próximo encontro do Copom há alguma cautela e essa precificação fica mais contida", diz o trader de renda fixa da Quantitas, Matheus Gallina.


Gradualmente, o mercado diminui os prêmios de risco nos juros. Na ponta mais curta, esse movimento acompanha, aos poucos, novos indicadores econômicos. Mas ainda há uma certa cautela dos participantes do mercado em assumirem posições mais "vendidas" nas taxas, disse o especialista da Quantitas.


Entre os vencimentos mais longos, reverbera a percepção positiva sobre o cenário econômico. Apesar do conturbado noticiário político, profissionais da renda fixa apontam que o ambiente ainda é favorável para o avanço das propostas de ajuste fiscal do governo, principalmente a reforma da Previdência.


Nos próximos dias, as apostas para a redução da Selic devem contar ainda com novos elementos. Serão conhecidos amanhã os números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e, na sexta-feira, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de fevereiro.


Às 12h30, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 recuava a 10,215%, de 10,240% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2019 a 9,680%, de 9,720%. No extremo mais longo, o DI para janeiro de 2021 caía a 9,970%, ante 10,000%, e DI para janeiro de 2023 marcava 10,210%, de 10,240%. O DI para janeiro de 2025 exibia 10,310%, ante 10,340% no ajuste anterior.

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