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Juros futuros recuam diante de possível aceleração do corte da Selic

Os juros futuros começaram a semana em queda, com os vencimentos entre 2018 e 2021 renovando nesta segunda-feira mínimas em um dígito, diante da visão de que o cenário permite aceleração do processo de alívio monetário.


Em um pregão de volume de negócios modesto, o DI julho de 2017 - que reflete apostas para as reuniões do Copom de abril e maio - foi o mais transacionado, com pouco mais de 141 mil ativos trocando de mãos. O mercado como um todo movimentou, até por volta das 16h, 817 mil contratos. A concentração do giro no vencimento julho sugere que os investidores continuam vendo mais "game" na política monetária, com espaço para a consolidação de apostas num Copom mais agressivo nas próximas reuniões.


Notícias publicadas no fim de semana de que o governo já teria consenso sobre a idade mínima de aposentaria dentro da reforma da Previdência foram citadas como elementos a sustentar nova redução dos prêmios de risco nesta segunda-feira.


Além disso, o ambiente externo mais calmo - depois de uma semana volátil por causa da sinalização de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) - também abriu espaço para a retomada do "trade" de venda de taxa de juros.


O foco se volta para a agenda da semana, que inclui o PIB do quarto trimestre (nesta terça-feira), a produção industrial de janeiro (quarta) e o IPCA de fevereiro (sexta-feira).


Um PIBem linha ou ligeiramente melhor que o esperado não deve mexer significativamente com as apostas dos investidores para o alívio monetário promovido pelo Banco Central. Por outro lado, uma performance mais fraca tende a adicionar fôlego ao já crescente posicionamento em prol de uma redução de 1 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Copom, em abril.


Pela primeira vez, o mercado passou a ver chance majoritária de corte mais agressivo. Hoje, a curva de DI embute 54% de probabilidade de corte de 1 ponto no Copom dos dias 11 e 12 de abril. Na sexta-feira, essa chance era de 45%.Os demais 46% se referem a apostas de corte de 0,75 ponto do juro básico.


O Safra reiterou expectativa de que o Copom corte a Selic em 1 ponto percentual tanto em abril quanto em maio. Na avaliação do banco, o balanço de riscos pende mais para uma atividade mais fraca do que para uma inflação mais alta. "O BC parece sensível a esse risco, reconhecendo a existência de desafios para a recuperação econômica", diz a instituição em nota a clientes, na qual chama a atenção também para a menor taxa de juros neutra, que daria espaço para o BC cortar mais os juros nominais.


Ao fim da negociação normal, às 16h, o DI janeiro de 2018 cedia a 10,210% ao ano, contra 10,240% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 caía a 9,660%, frente a 9,720% no último ajuste.


O DI janeiro de 2021 indicava 9,960%, comparado a 10,000% no ajuste anterior. E o DI janeiro de 2023 era cotado em 10,210% (10,240% no ajuste de sexta-feira).


O Tesouro Nacional realiza amanhã oferta primária de NTN-B, segundo cronograma anual. No fim da semana passada, as inflações implícitas nesses papéis para vencimentos mais longos voltaram a se aproximar de mínimas em pelo menos um ano, refletindo a confiança dos agentes econômicos numa inflação estruturalmente mais baixa à frente.

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