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Poupança tem saque líquido de R$ 1,6 bilhão em fevereiro

A caderneta marcou mais um mês com saque líquido dos recursos, o segundo consecutivo, mas em ritmo menor do que o observado em 2016. De acordo como Banco Central (BC), os saques líquidos somaram R$ 1,670 bilhão em fevereiro, após uma perda líquida de R$ 10,735 bilhões em janeiro.


No bimestre, os saques superaram os depósitos em R$ 12,405 bilhões, contra R$ 18,670 bilhões em igual período do ano passado. Em fevereiro de 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 6,638 bilhões.


Em 12 meses até fevereiro, os saques foram de R$ 34,437 bilhões, recuando dos R$ 39,405 bilhões nos 12 meses até o fim de janeiro.


O resultado do mês passado não foi pior porque houve um ingresso de R$ 4,911 bilhões no último dia útil. Até o dia 23, as saídas líquidas somavam R$ 6,582 bilhões.


A poupança teve, no ano passado, um saque de R$ 40,701 bilhões, ante uma perda líquida de R$ 53,567 bilhões em 2015. Em 2014, a poupança registrou captação de R$ 24,034 bilhões, após recorde de R$ 71,047 bilhões no ano anterior.


Menor crescimento da renda do trabalhador e aumento do desemprego são algumas das explicações para os saques. Outros fatores que consumiam renda, como inflação e pagamento de tarifas, mostraram mudança de trajetória, mas ainda não foram suficientes para dar fôlego novo às captações. A taxa Selic, mesmo após a redução para 12,25% ao ano, ainda tira atratividade da caderneta, que perde em rentabilidade para outros investimentos mesmo considerando a isenção de imposto de renda.


No ano passado, entretanto, o rendimento da caderneta foi de 8,3%. Com isso, voltou a ganhar da inflação, que ficou em 6,3%. Esse quadro deve se repetir neste ano, com o poupador apresentando ganho real, já que a inflação esperada é de 4,36%.


Como o saque líquido no mês foi menor que o rendimento de R$ 3,753 bilhões, o patrimônio total da poupança subiu de R$ 658,567 bilhões em janeiro para R$ 660,650 bilhões no mês passado. Em 2016, o patrimônio subiu R$ 8,4 bilhões, após ter caído R$ 6,137 bilhões em 2015.


Em fevereiro, os bancos que aplicam recursos da caderneta em crédito imobiliário mostraram retirada líquida de R$ 486,984 milhões (SBPE). E as instituições que destinam os recursos para o crédito rural registram saída líquida de R$ 1,183 bilhão (SBPR).


A poupança é o principal instrumento para o financiamento do crédito imobiliário. Desde 2015, o BC e governo tomaram medidas para assegurar recursos ao segmento, como alteração nas regras de depósitos compulsórios e uso do FGTS para compra de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). A última ação nesse sentido foi tomada no fim de fevereiro, com o início das tratativas para regulamentar a Letra Imobiliária Garantida (LIG). O assunto está em audiência pública e a expectativa é que até o fim do semestre o novo instrumento de funding para o setor já esteja funcionando.

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