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Juros futuros fecham em alta após 2 dias de recuo na BM&F

Os juros futuros quebraram uma sequência de dois dias de queda e subiram nesta terça-feira. O ajuste, porém, pode ser considerado bastante moderado, levando-se em conta as perdas de prêmio verificadas nos últimos dias.


Os dados do PIB não chegaram a trazer elementos suficientes para o mercado alterar apostas para a Selic. Da mesma forma, relatos da reunião de diretores do Banco Central com economistas em São Paulo - um dia depois da realizada no Rio - também não revelaram avaliações muito diferentes das já conhecidas.


Sustentando alguma correção das taxas, operadores citaram o leilão primário de NTN-B realizado hoje pelo Tesouro Nacional. Na operação, o Tesouro colocou 1.325.300 títulos, de oferta de 1,4 milhão. "O mercado desde cedo já vinha se preparando para esse leilão e tomou DI para ficar posicionado em inflação implícita", diz um operador.


O exterior mais cauteloso também pesou. As taxas dos Treasuries de dois e dez anos voltaram a subir, ainda influenciadas pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, BC americano) suba os juros nos EUA em encontro de política monetária marcado para a próxima semana.


Para Henrique de la Rocque, estrategista da Brasif, os mercados parecem ingressar numa etapa em que demandarão notícias e elementos mais fortes para entrarem em novo período de melhora da percepção de risco - que se reflete em queda das taxas de juros de mercado.


"Esses fatores deverão ser mais relacionados a cenários de longo prazo, porque de curto prazo o espaço para ajuste adicional já está começando a ficar mais estreito", diz, referindo-se às projeções de investidores para a Selic ao fim do ano.


A curva de DI embute Selic de 9,25% em dezembro. Essa é a exatamente a mediana das projeções de analistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2018 subia a 10,225% ao ano, ante 10,210% no ajuste anterior. A curva de juros indica 45% de probabilidade de corte de 1 ponto percentual da Selic em abril, ante 49% no fechamento de ontem.


O DI janeiro de 2019 ia a 9,690%, contra 9,660% no último ajuste. E oDI janeiro de 2021 avançava a 10,000%, frente a 9,960% no ajuste da véspera.

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