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Mulheres do MST ocupam unidade da Vale em Cubatão

Cerca de 1.500 trabalhadoras rurais sem terra ocuparam na manhã desta terça-feira (7) uma unidade de fertilizantes da Vale em Cubatão (SP), às margens da rodovia Domênico Rangoni, a 40 quilômetros da capital paulista.


Segundo nota encaminhada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as mulheres estão no local em protesto contra a Vale, que não teria repassado contribuições ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A dívida da empresa é de R$ 276 milhões, de acordo com o grupo.


Além disso, segundo a organização, a mineradora lidera a lista de inscritos na dívida ativa da União, razão pela qual o governo deveria cobrar a companhia e as demais devedoras antes de realizar a reforma da Previdência.


"A dívida dessas empresas soma R$ 426 bilhões, quatro vezes o déficit afirmado pelo governo. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. Ou seja, a morosidade da Justiça, a complexidade da legislação tributária brasileira e os programas de parcelamento do governo são um dos principais fatores que explicam a alta dívida previdenciária no país", afirma Nívia Silva, dirigente nacional do MST, em nota.


A ação do grupo também questiona a idade mínima colocada pelo governo para aposentadoria, que, de acordo com a nota, desconsidera "as diferenças reais de tempo de trabalho" e submete trabalhadores rurais aos mesmos critérios de trabalhadores urbanos e mulheres às mesmas determinações estabelecidas para os homens, sem levar em conta jornadas duplas e triplas.

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