PIB do Brasil recua 3,6% em 2016

(Atualizada às 10h23) A economia brasileira registrou queda de 3,6% em 2016, após encolher 3,8% um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) somou R$ 6,266 trilhões.


O resultado veio pior que a média apurada pelo Valor Data junto a 23 consultorias e instituições financeiras, que apontava queda de 3,5% no período. O intervalo das estimativas variava de recuo de 3,5% a retração de 3,65%.


Somente no quarto trimestre de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve baixa de 0,9% em relação aos três meses antecedentes, com ajuste sazonal, marcando o oitavo resultado negativo consecutivo no comparativo trimestral.A expectativa era de um recuo de 0,6%.Vale mencionar que oPIB do terceiro trimestre foi revisado de queda de 0,8% para recuo de 0,7%.


Perante o trimestre final de 2015, o PIB registrou contração de 2,5% no último trimestre de 2016, o 11º resultado negativo consecutivo nesta base.


Oferta


No lado da oferta, o PIB da indústria caiu 3,8% em 2016, após retração de 6,2% um ano antes, resultado que veio em linha com o recuo de 3,8% estimado pelos economistas.O setor de serviços teve retração de 2,7% ante previsão de baixa de 2,6% e a agropecuáriarecuou 6,6%, maior tombo para o setor em qualquer ano desde o início da série histórica do IBGE, em 1996. Em 2015, o PIB do setor aumentou 1,8%.


"O decréscimo da agropecuária em 2016 (-6,6%) decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura. Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 4,7% em relação a 2015. A indústria de transformação teve queda de 5,2% no ano. A construção sofreu contração de 5,2%, enquanto que a extrativa mineral acumulou recuo de 2,9%, influenciada pela queda da extração de minérios ferrosos", apontou o IBGE.


Apenas nos três últimos meses de 2016, perante os três anteriores, a indústria cedeu 0,7% e os serviços tiveram baixa de 0,8%. A agropecuária, contudo, avançou 1%.


Demanda


Sob o ponto de vista da demanda agregada, o consumo das famílias diminuiu 4,2% em 2016, após cair 4% um ano antes. A estimativa média do Valor Data era de queda de 4,3%.


A demanda do governo recuou 0,6%, ante expectativa de decréscimo de 1%. Em 2015, houve retração de 1%.


A formação bruta de capital fixo, medida do que se investe máquinas, equipamentos, construção e pesquisa, diminuiu 10,2% em 2016, após o tombo de 14,5% em 2015. A expectativa dos economistas era de queda de 10,6%.


No quarto trimestre de 2016, em relação aos três meses antecedentes, o consumo das famílias cedeu 0,6%, o oitavo trimestre seguido de baixa, e a formação bruta de capital fixo declinou 1,6%. A despesa de consumo do governo subiu 0,1%


Taxa de investimento e de poupança


A taxa de investimento de 2016 ficou em 16,4% do PIB, abaixo daquela apurada um ano antes (18,1%) e a de poupança correspondeu a 13,9%, inferior aos 14,4% verificados em 2015.

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