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Dólar vai à máxima em seis semanas com Fed e rumor sobre IOF

Um conjunto de fatores domésticos e externos empurrou o dólar ao maior patamar de fechamento em seis semanas nesta quarta-feira. Na máxima, a moeda superou R$ 3,18, em alta de 2%, com o real liderando as perdas globais nesse momento.


No fechamento, a cotação desacelerou a alta, mas ainda cravou ganho de 1,60%, para R$ 3,1685. É o maior patamar para um término de pregão desde 26 de janeiro (R$ 3,1797).


A onda de compras começou pela manhã, puxada por dados mais fortes do mercado de trabalho privado nos EUA. Os números turbinaram apostas de alta de juros americanos neste mês, o que levou as taxas dos Treasuries de dois anos a novas máximas em sete anos e meio. Esse movimento elevou os juros reais nos EUA, ampliando a atratividade da moeda americana frente a divisas de todo o mundo.


Contra emergentes, porém, a força do dólar foi mais intensa. Uma cesta composta por cinco dessas divisas, incluindo o real, caía 1,38% no fim da tarde, maior queda desde 14 de dezembro.


Os mercados emergentes dependem de financiamento externo, e juros mais altos nos EUA teoricamente reduzem os fluxos a ativos desse grupo de países.


Não bastassem os temas externos, o mercado brasileiro teve de lidar ainda com rumores sobre alteração na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de câmbio. As especulações provocaram uma avalanche de perguntas de investidores estrangeiros em chats com bancos locais, segundo relatos. Posteriormente, o Banco Central negou a notícia publicada pela "Bloomberg" sobre estudo de alteração do IOF.

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