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Venda de carro importado de marcas independentes cai 44,5% no bimestre

Com participação de menos de 1,5% do mercado brasileiro de automóveis, os importadores de marcas que na maioria não possuem fábricas no Brasil registraram uma queda de 44,5% no primeiro bimestre na comparação com igual período do ano passado. Foram vendidos 3,6 mil veículos nos dois primeiros meses de 2017."Dá até vergonha mostrar esses números", disse nesta quarta-feira o presidente da Abeifa,José Luiz Gandini.


A entidade representa os importadores independentes e algumas marcas que começaram a produzir no país, atraídas pelo Inovar-Auto, o programa governamental criado há cinco anos com incentivos às empresas que instalassem fábricas no país.


O baixo desempenho é resultado não só da crise na demanda como também uma limitação de volumes, imposto por um sistema de cotas fixado no Inovar-Auto. As cotas engessam as marcas que poderiam vender mais, como a Kia, representada pelo próprio Gandini, afirma o empresário. Pelas regras do Inovar-Auto, veículos importados fora da cota recolhem, além dos 35% de Imposto de Importação, um adicional de 30 pontos percentuais de IPI.


"Do jeito que o mercado está, não faz sentido estarmos amarrados a cotas", disse Gandini. A previsão da Abeifa é de alcançar neste ano venda de 30 mil veículos, uma queda de 16% na comparação com 2016.

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