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Embraer: Segmento de defesa e segurança ajuda margem do trimestre

A Embraer registrou no quarto trimestre de 2016 uma margem bruta consolidada de 20,1%, ante 16,9% um ano antes, graças à combinação de maior eficiência no segmento de aviação executiva, do mix de produtos entregues mais favorável e de um impacto cambial positivo no segmento de defesa e Segurança, disse a companhia.


No acumulado de 2016, a margem bruta da Embraer foi de 19,9%, ante 18,5% no ano anterior.


O segmento de defesa e segurança teve 15,8% de participação na receita da Embraer no quarto trimestre de 2016 ? subindo 36,8% para R$ 1,056 bilhão ?, acima dos 9,7% de um ano antes, graças à valorização do real ocorrida no período e à ausência de revisão da base de custos para determinados contratos desse segmento.


No ano, defesa e segurança garantiu à Embraer receita de R$ 3,228 bilhões, crescimento de 19,8% sobre 2015. A fatia no balanço da companhia em termos de vendas subiu de 13,3% para 15,1% entre 2015 e 2016, no acumulado anual.


No segmento de aviação executiva, a Embraer teve queda de participação no faturamento total de 36% para 33,2% nos últimos trimestre de 2016 e 2015, respectivamente. Segundo a companhia, a retração refletiu o menor número de entregas no último trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior ? 43 ante 45 unidades.


Em 2016, a Embraer lançou um programa interno com o objetivo de reduzir os custos recorrentes anuais em US$ 200 milhões. No trimestre, essa unidade gerou receita de R$ 2,22 bilhões ? ante R$ 2,87 bilhões um ano antes. No ano, o faturamento caiu 2,1% a R$ 5,96 bilhões.


No quarto trimestre, o segmento de aviação comercial teve participação de 50,6% na receita líquida da Embraer, abaixo dos 53,7% do mesmo período de 2015, registrando queda de 21% na receita ? para R$ 3,396 bilhões ? na comparação entre os trimestres. No ano, essa unidade teve receita de R$ 12,15 bilhões, alta de 7%.


Itens não recorrentes


O balanço trimestral e anual foram influenciados por diversos itens não recorrentes, que impactaram os resultados operacionais de 2015 e 2016, informou a companhia.


Segundo a empresa, em uma comparação dos resultados, a receita operacional do quarto trimestre de 2016 incluiu um impacto positivo líquido de R$ 104,6 milhões, composto pelos seguintes fatores:


1) Ganho de R$ 175 milhões relacionado à evolução favorável das negociações em andamento com a Republic Airways Holdings (Republic) em decorrência do seu pedido de concordata em fevereiro de 2016;


2) Ganho obtido da reversão de provisão líquida de R$ 4,8 milhões referente ao programa de demissão voluntária (PDV) ;


3) Impacto negativo, de R$ 75,2 milhões, referente aos impostos sobre remessas executadas para pagamentos após a finalização da investigação nos Estados Unidos.


A Embraer destacou ainda que a base de comparação favoreceu o balanço do quarto trimestre de 2016, uma vez que os resultados operacionais de igual período de 2015 incluíram provisões não recorrentes, no valor total de R$ 390,6 milhões, após o pedido de concordata pela Republic.


Assim, segue a Embraer, se excluídos esses itens não recorrentes, o Ebit (lucro antes de juros em impostos) e a margem Ebit ajustados no quarto trimestre foram de R$ 816,9 milhões e 12,2%, respectivamente ? em vez dos dados reportados de R$ 921,5 milhões e 13,7%, respectivamente,


Isso se compara ao Ebit e a margem Ebit ajustados de R$ 641,2 milhões e de 8,0% no quarto trimestre de 2015.


Dívida


A dívida líquida da companhia encerrou o ano em R$ 1,873 bilhão, o que representa uma queda de 11,6% se comparada ao montante de R$ 2,119 bilhões ao fim do terceiro trimestre, mas uma piora ante o quarto trimestre de 2015 ? quando a companhia tinha um caixa líquido de R$ 28,4 milhões.


Segundo a Embraer, a menor geração livre de caixa em 2016 em relação a 2015 foi o principal fator dessa mudança na posição de caixa líquido para dívida líquida no período.


Em 2016, a Embraer teve um uso livre de caixa ajustado de R$ 1,478 bilhão ? excluindo os impactos não recorrentes no caixa de R$ 801,7 milhões provenientes de itens não recorrentes. Em 2015, a empresa tinha apresentado uma geração livre de caixa ajustado de R$ 1,391 bilhão.


A companhia afirmou que o consumo de caixa foi determinado pelas atividades operacionais ? líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa ? de R$ 1,615 bilhão em 2016, enquanto em 2015 a companhia gerou nessa linha de balanço um total de R$ 3,828 bilhões.


Os principais fatores que resultaram em um menor fluxo de caixa operacional em 2016 foram a diminuição dos adiantamentos de clientes e das contas a pagar, que foram parcialmente compensadas por um saldo menor das contas a receber de clientes em 2016, em comparação a 2015.


No quarto trimestre, o endividamento da companhia diminuiu em R$ 156,5 milhões para R$ 12,25 bilhões, comparado aos R$ 13,78 bilhões do quarto trimestre de 2015.


As dívidas de longo prazo da Embraer fecharam 31 de dezembro em R$ 10,59 bilhões, enquanto as dívidas de curto prazo foram de R$ 1,66 bilhão.


O prazo médio de endividamento caiu de 6,2 anos para 5,3 anos, no quarto trimestre.


O custo das dívidas em dólar, ao fim de 2016, foi de 5,12% ao ano comparado ao custo de 5,26% ao ano em 2015.


O custo das dívidas em reais caiu de 6,43% ao ano, em 2015, para 5% anuais em 2016.


A relação do Ebitda nos últimos 12 meses ante as despesas sobre os juros caiu de 3,52 vezes, em 2015, para 2,44 vezes, em 2016.


Segundo a Embraer, ao fim de 2016, uma fatia de 22% da dívida total era denominada em reais, em comparação ao patamar de 23% em 2015.

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