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Reajuste de medicamentos deve chegar a 4,76%, diz Interfarma

Com base na inflação de fevereiro divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) estima que o índice máximo de reajuste de medicamentos neste ano ficará em 4,76%.


O governo federal deve anunciar os índices oficiais de aumento permitido no preço dos remédios a partir de abril.


Ao contrário do que ocorreu em 2016, quando o governo informou uma única faixa de reajuste de até 12,5%, desta vez deve haver outras duas faixas, com aumentos de 3,06% e 1,36%, calcula a Interfarma. Genéricos estão no grupo de remédios com reajuste superior e medicamentos com patente, na outra ponta.


A entidade destaca que, mais uma vez, a média dos reajustes está abaixo da inflação, fato que vem se repetindo desde 2005, com exceção de 2016.


"O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados", diz, em nota, o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto.


Os reajustes levam em conta o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) e fatores de produtividade e de concorrência apontados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Entre 2005 e 2016, a indústria farmacêutica teve permissão para aumentar em até 77% o preço dos medicamentos, comparável a 103% de variação do IPCA.

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