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Juros futuros têm dia de alta na BM&F antes de decisão do Fed

Os juros futuros chegaram ao fim do pregão regular em firme alta nesta terça-feira, com o DI janeiro de 2019 contabilizando o maior salto em um mês. Além de refletir um posicionamento mais defensivo na véspera da decisão de política monetária nos Estados Unidos, o movimento também decorreu de aumento das dúvidas sobre o encaminhamento da reforma da Previdência.


Ruídos sobre a reforma ocorreram em novo dia em que vieram a público novas revisões para baixo na expectativa para a Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril e também para a taxa de fim de ano.


O Itaú Unibanco agora vê corte de 1 ponto percentual do juro básico tanto em abril quanto em maio, mas manteve estimativa de taxa a 8,25% no final do ano. O HSBC também passou a projetar decréscimo de 1 ponto em abril e já vê a Selic de 8,5% ao término de 2017 e de 7,5% ao fim de 2018. A Mauá Capital passou a trabalhar com quatro cortes seguidos de 1 ponto percentual da Selic. E o BTG Pactual revisou a 1 ponto percentual a expectativa de corte da Selic no Copom de abril e maio.


Apesar disso, o gestor sênior de renda fixa da Absolute Investimentos, Renato Botto, preferiu reduzir posição vendida em DI janeiro de 2019. "Tem Fed amanhã e os próximos eventos de peso no Brasil ainda vão demorar", justifica.


Esse DI reflete as apostas para a política monetária ao longo de 2017 e 2018, período no qual, para o mercado, já haverá elementos suficientes para referendar ou contrariar o atual otimismo com o ajuste fiscal.


Ao fim da negociação normal, às 16h, o DI janeiro de 2019 avançava a 9,620% ao ano (máxima do dia), contra 9,520% no último ajuste.Entre essa máxima e o fechamento da véspera (9,530%), a diferença foi de 9 pontos-base. Com isso, esse DI igualou a alta registrada em 16 de fevereiro, ficando atrás apenas do salto de 11 pontos contabilizado no dia 14 do mês passado.


O DI janeiro de 2018 ia a 10,050%, ante 10,015% no ajuste anterior.O DI julho de 2017 - que reflete apostas para os encontros do Copom de abril e maio - subia a 11,225%, contra 11,205%. Esse vencimento era o mais negociado nesta terça-feira, com 391.265 ativos.


O DI janeiro de 2021 tinha alta a 10,070%, frente a 9,930% no ajuste da véspera.

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