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Queda do petróleo puxa bolsas de NY para baixo na véspera do Fed

A tradicional cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve recebeu nesta terça-feira o reforço da forte queda dos preços do petróleo futuro para manter os principais índices acionários americanos no território negativo.Após ajustes, o Dow Jones fechou em baixa de 0,21%, a 20.837,37 pontos. O S&P 500 recuou 0,34%, a 2.365,45 pontos. O Nasdaq caiu 0,32%, a 5.856,81 pontos.


Os setores ligados às commodities lideraram as perdas no S&P 500. A maior queda ficou com os papéis de energia, que caíram 1,03%. As ações de indústrias recuaram 0,91%, enquanto as de companhias ligadas às matérias-primas tiveram baixa de 0,86%.


No Dow Jones, o pódio das perdas foi formado por Chevron, GE e DuPont, com quedas de 1,81%, 1,11% e 0,98%, respectivamente.


De maneira um pouco diferente do ocorrido nos dias que antecederam as últimas reuniões do Federal Reserve, desta vez parece que a única - quase - certeza dos mercados é justamente o resultado do encontro de amanhã.


A probabilidade implícita nos futuros de Fed Funds, derivativos usados para apostas nas tendências da política monetária americana, apontam para 93% de chances, na visão dos investidores, de uma elevação da meta da taxa de referência em 0,25 ponto percentual pelo banco central na quarta-feira.


As incertezas, nesta terça-feira, passaram longe do Fed e se dividiram entre a política europeia e o mercado de petróleo. Em um dia de poucos dados econômicos globais, notícias no Reino Unido e na Holanda alimentaram o apetite por ativos de segurança e contrabalançaram a tradicional ansiedade antes do Fed.


Na segunda-feira, o Parlamento do Reino Unido abriu o caminho para a primeira-ministra britânica, Theresa May, iniciar o processo do Brexit, com a ativação do Artigo 50, que oficializa a requisição do país para a saída da União Europeia.


No mesmo dia, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou que pedirá um novo plebiscito de independência do país para o fim de 2018 ou início de 2019. Ao contrário dos ingleses, os escoceses votaram majoritariamente pela permanência britânica no bloco europeu.


Os investidores também têm estado atentos à eleição parlamentar na Holanda. As pesquisas de intenção de voto sugeriram um forte desempenho do Partido para a Liberdade, de extrema direita que defende a saída do país da UE.

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