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Bolsas de NY fecham em alta após elevação de juros pelo BC americano

O Federal Reserve entregou o que os mercados queriam: uma alta de 0,25 ponto percentual na meta da taxa de juros e a reafirmação das projeções de subidas graduais, com três elevações em 2017, ou seja, mais dois ajustes até o fim do ano, conforme a mediana de previsões dos integrantes do banco central americano.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,54% a 20.950,10 pontos. O S&P 500 subiu 0,84% a 2.385,26 pontos. O Nasdaq avançou 0,74% a 5.900,04 pontos.


No S&P 500, cinco dos 11 setores tiveram altas acima de 1%, lideradas por energia, com avanço de 2,21%, imobiliário, que teve avanço de 1,92%, serviços públicos (utilities), com subida de 1,61%, e matérias-primas, que teve ganho de 1,60%.


No Dow Jones, apenas seis dos 30 componentes terminaram o dia no negativo. Os ganhos foram liderados por Caterpilar, UnitedHealth e Verizon, que subiram 1,63%, 1,61% e 1,58%, respectivamente.


Apesar de aparecer na décima posição entre os maiores avanços do índice de "blue chips" a Apple, que teve alta de 1,06% hoje, esteve no foco dos investidores. Os papéis da gigante de tecnologia alcançaram nova máxima absoluta, ao atingir a cotação de US$ 140,75 no maior patamar do dia.


Sem nenhuma surpresa "hawkish", ou seja, que indicasse uma postura mais agressiva do colegiado de política monetária, os investidores deixaram os temores de lado após a reunião do Fed.Como resultado, as bolsas de Nova York ampliaram as altas, o dólar recuou ante os principais pares internacionais e os yields dos Treasuries retrocederam.


O alívio com o Fed, que subiu a meta da taxa de curto prazo dos Fed Funds para a faixa de 0,75% a 1% nesta quarta-feira, conseguiu tirar o foco do mercado das tensões políticas na Europa. Hoje a Holanda realiza uma eleição parlamentar, vista como uma prévia do que pode vir a acontecer na França em maio. Ambos os países têm vivido um crescimento do sentimento contrário à União Europeia.


As pesquisas de intenção de voto na Holanda sugerem um forte desempenho do Partido para a Liberdade, de extrema direita. Embora as chances de a sigla conseguir cadeiras suficientes para formar um governo sejam quase nulas, seu fortalecimento é avaliado como preocupante por sinalizar uma tendência na região.

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